domingo, 9 de outubro de 2011

Apátrida - Ana Paula Bergamasco

Bom dia meninas! Peço desculpas por mais esse sumiço, mas entre os preparativos para o casamento e um evento grande que estamos organizando no trabalho eu simplesmente não tive tempo de parar e postar (embora tenha passados nos blog amigos e lido, não pude comentar). Eu sei que fiquei devendo um post sobre o Rock in Rio e prometo que vou tentar fazê-lo em breve, mas hoje vim falar de outra de outra coisa: sobre o livro que a Patty me emprestou e eu simplesmente amei. Sou meio fascinada pela Segunda Guerra Mundial, não consigo explicar exatamente porque, mas penso que pode ser pelo absurdo ao que o ser humano chegou e por isso gosto muito de ler livros que são como diários ou relatos de guerra, e nos permitem conhecer a perspectiva de quem esteve lá e tenta explicar ou pelo menos entender como  o ser humano conseguiu chegar a um ponto tão animalesco. Ideologia, condicionamento, ódio, vingança, falsas crenças na superioridade, são valores que eu não consigo apreender, e talvez seja anacrônico tentar.

Sobre o livro especialmente, apesar de ser um romance, creio que conseguiu captar a essência de uma parcela da população que geralmente não é muito divulgada: são comuns os livros sobre os sofrimentos judeus, mas só agora começam a se popularizar os que tratam da vida de pessoas que mesmo não o sendo  sofrendo agruras, foram para os campos de concentração e perderam tudo. A história é muito bem articulada, uma saga familiar empolgante, que eu li em menos de 24 horas. Se, por um lado, o português às vezes deixa um pouco a desejar, o destino de Irena, seus filhos, irmãos e amores é por demais emocionante, confesso que chorei algumas vezes durante a leitura.Enfim, realmente gostei e recomendo a leitura a todo mundo que se interessa pelo tema. Seguem duas frases para vocês sentirem o gostinho:

"Naquele momento tive certeza que o amava. Não saberia traduzir com palavras o que sentia. Era diferente do meu amor por Jacob, ou daquilo que sentia por meus irmãos e parentes. Era um amor suave e tranquilo, daqueles que podem durar uma vida inteira.(p.57)"

"As crianças brincaram até tarde aquela noite e dormiram abraçadas.Por que não podíamos ser como elas, sem preconceitos, rancores e ódios?Por que não deixamos os outros viverem com suas diferenças? Deus não nos deu o livre arbítrio? Se alguma coisa vai contra os nossos princípios, deixamos que as pessoas decidam o que é bom para elas e pronto! A cada um será dado de acorodo com a sua porção de sabedoria.(p.121)"

3 comentários:

Arq. Danubia Farias disse...

Oi Mayara!

Nossa por esses 2 pedacinhos ja gostei, hehe... vou atrás desse livro,quero ler tbm...abraços e bom domingo.

http://arqdanubiafarias.blogspot.com/

patty disse...

Oi Mayara! Fico feliz que vc tenha gostado do livro. Falta uma boa revisão no português, né? Mesmo assim é ótimo. E para quando é o casório? Eu tenho um souvenir para enviar a vcs, mas por aqui o correio ainda está em greve. Bjs.

Suzala Moura disse...

Nunca ouvi falar do livro, May!! Adoro o tema...então acho que é uma boa dica...beijos