terça-feira, 29 de outubro de 2013

Guerra contra as espinhas

Bom dia meninas! Acho que não comentei com vocês, mas eu nunca tive espinhas. Nunca mesmo, nem na adolescência, minha pele sempre foi de pêssego, igual a de mamãe. No último ano, no entanto, tive um problema hormonal um pouco delicado, e como consequência a parte de baixo do meu rosto pipocou. 
Não sou particularmente vaidosa, mas essas espinhas me deixaram desgostosa, até porque elas ficaram coçando e doloridas. Assim, tive que voltar na dermatologista para pedir algo que pudesse me ajudar. Para começar ela receitou espirolactona, que eu vou tomar todos os dias por três meses e depois fazer o retorno:


As minhas espinhas começaram a secar e não apareceram  outras novas, então acredito que esteja funcionando. A doutora Mariana me explicou que quando temos acne apenas na parte da rosto, normalmente ela está relacionada com problemas hormonais, vocês sabiam dessa? Segundo Dr. Google a espirolactona é um remédio para o coração, mas tem sido usado com sucesso nesse tipo de acne. Nos primeiros dias tive bastante dor de cabeça, mas agora (um mês de uso) não tenho tido nenhum efeito colateral.


Para uso tópico a doutora receitou Epiduo, que é composto do nosso amigo íntimo peróxido de benzoíla e adapaleno, um ácido retinoico que é ótimo para prevenir o envelhecimento da pele. Gostei da consistência do produto, e ele é bastante eficiente: minha pele está com um aspecto bem melhor. Nos primeiros dias a pele descamou, ficou um pouco vermelha e ardeu como se tivesse pegado sol demais. Agora já está bem melhor.


Por falar em sol, minha dermatologista me receitou um protetor solar ótimo: Act Sun. Ele tem pigmentação e na pele se assemelha bastante a um prime (é o que dizem, vocês sabem que eu não uso maquiagem e nem sei direito o que é prime rs). O fato é que além de proteger a pele ele disfarça as espinhas em tratamento e também minhas olheiras. Para quem não usa maquiagem no dia-a-dia é  ainda melhor. E o precinho é  bem camarada perto de outros protetores do gênero: paguei 35 dinheirinhos na Derma doctor e chegou super rápido.

E sim, eu sou do tipo que olha todos os medicamentos no google antes de começar a usar, me pegaram!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Autonomia


Quando era adolescente, pensava que ser ser honesta implicava dizer tudo o que eu pensava e sentia. Se alguém cortasse o cabelo e eu não gostasse, dizia logo na lata: "Preferia antes!";  "Não gostei.". Com isso, só conseguia deixar as pessoas chateadas, arrumar briga e  me sentir culpada.
Um dia, tive uma conversa sobre isso com a minha mãe, que me ensinou bem de mansinho que eu não precisava ser sincera o tempo todo, que às vezes isso só servia para magoar o outro e a mim mesma e que eu só ganhava aborrecimento sendo assim. 
Achei que fazia sentido, então segui o conselho que ela me deu: mesmo que seu cabelo estivesse horroroso, que sua calça não combinasse com a blusa ou que eu achasse que você estava muito gorda para usar cetim, eu sempre dizia que estava ótimo, que você tinha bom gosto e "olha que lindo"!
Dia desses eu tive um estralo e percebi que finalmente sou autônoma: não é que o conselho da minha mãe tenha sido ruim, realmente é fácil mentir ao outro e dizer o que ele gostaria de ouvir. Mas me custa... 
Custa sorrisos falsos, a animação que eu não sinto e o concordar com o que discordo.
Foi pensando nesse preço que descobri o poder do silêncio. 
Se o seu cabelo não combinou com você, sua roupa nova é um número menor do que deveria ou acredito que a cor da sombra não deveria combinar com a sua roupa, eu me calo.  Me calo e assim não lhe magoo e não traio minhas crenças. 
E me calo sem pudor: porque sei que o que eu penso sobre o que você faz ou usa é irrelevante. O importante é como você se sente. 
Me calo porque não sou guru, dona da verdade e nem fiscal da moral e dos bons costumes. Posso estar equivocada. 
Me calo, enfim, sem dor. Não elogio nem recrimino. Só deixo você ser e, no processo, sou.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Chás

Como anda bastante frio e eu estou de dieta, tenho tomado muito chá para disfarçar a gula. Esses dias, procurando sabores novos no supermercado, uma caixinha me chamou atenção.


Comprei logo dois sabores para experimentar: O Lady Grey (chá preto aromatizado com cascas de laranja e limão)  e o Berries Silvestres (Chá de hibisco, laranja, amora, maçã e rosa-mosqueta com alcaçuz). Recomendo ambos! Esse Berries Silvestres corre o sério risco de se tornar o meu chá preferido.

Achei interessante que resolvi procurar mais sobre a marca, e descobri que estou tomando o há da Rainha da Inglaterra, ó que chique! A casa Twinings trabalha com chás há 300 anos e o Earl Grey deles é o mais vendido do mundo. Mais sobre a história da Twinings  você encontra aqui.
E vocês, gostam de chá? Qual recomendam?

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Bolinhos de mandioquinha com queijo

Oi meninas!
Hoje  vim compartilhar com vocês uma receitinha que fiz no fim de semana. É fácil e muito gostoso, apesar de não muito light.
Espero que gostem!


Ingredientes:

  • 500 gramas de mandioquinha salsa (ou batata baroa, ou batata salsa, como vocês quiserem chamar)
  • 1 ovo
  • 1 colher de chá de fermento
  • Queijo ralado
  • Salsinha
  • Cebolinha
  • 2 colheres de farinha de trigo
  • Óleo para fritar


Como fazer:

  1. Descascar e cozinhar as mandioquinhas, espremê-las ainda quente. 
  2. Misturar todos os ingredientes até que fique uma massa homogênea.
  3. Fazer bolinhas com a ajuda de uma colher.
  4. Fritar em óleo quente.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

O Teorema Katherine

Fui obrigada a parar de entrar toda hora no Skoob Cortesias porque, simplesmente, eu nunca ganhei nada e acabava comprando todos os livros que eles sugeriam. Alguns foram dinheiro desperdiçado, mas gostei bastante desse que eu acabei de ler (isso, agora).

O livro tem romance, um gênio incompreendido (Colin), um melhor amigo "gordo engraçadinho" do tipo que topa qualquer parada (Hassan),  uma garota do interior que não sabe se quer crescer (Lindsey) uma fórmula matemática que eu não entendi nem com um apêndice inteiro explicando e frases geniais. O tipo de leitura que você começa e não consegue parara, recomendo.

"Colin sempre preferiu banhos de imersão; uma das regras fundamentais em sua vida era nunca fazer em pé qualquer coisa que pudesses realizar, com a mesma facilidade, deitado" (p.7)

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Desastre -S. G. Browne


Confesso que sou do tipo que julga o livro pela capa. Algumas capas são tão bem-feitas  que mal posso esperar para ler se a história é tão boa quanto! Como se diz aqui em Minas, às vezes dou umas varadas n'água, acho até que fazem capas maravilhosas para livros ruins para pessoas como eu. Pois bem: eu queria ler esse livro desde a primeira vez que vi a capa e não me arrependo!

Pensem em uma escrita irônica, leve e ao mesmo tempo crítica a nossa sociedade consumista: é essa! Eu ri, chorei, e ainda não tenho certeza se gostei do final. Mas recomendo para vocês, e até empresto para que quiser ler. Quando eu vi a sinopse desanimei um pouquinho, mas insistam, vale a pena!

"Imagine um mundo onde os sentimentos, caminhos e valores dos seres humanos são comandados por entidades superiores, o destino pode ser traiçoeiro. O jovem escritor americano S. G. Browne imaginou e escreveu uma nova mitologia, em que os sentimentos, pecados e caminhos do ser humano são guiados por seres extravagantes, egoístas e muitas vezes irresponsáveis.

O Narrador da história é Fado, um imortal que designa sinas aos homens, mora num apartamento de luxo em Nova York e veste uma atraente roupa humana. Solidário com seus clientes e apaixonado por uma vizinha, passa a burlar suas tarefas, alterar destinos e bagunçar as coisas no reino dos Céus. Com um texto leve, hilário e muito atual, Desastre vai fazer você repensar suas escolhas, acreditar no poder do amor, e descobrir que até a Morte não é assim tão má pessoa."



domingo, 21 de julho de 2013

Almoço de domingo

Tenho pensado que não tem nada melhor para recarregar as energias do que fazer um passeio diferente. Assim, tenho procurado visitar lugares agradáveis na região e foi assim que encontrei a Pousada do Bosque, localizada em São João da Boa Vista - SP, na centenária Fazenda Desterro.



O lugar é muito agradável e serve almoço aos domingos, uma comida simples e deliciosa, com um toque da cozinha mineira que, é claro, eu amo.

Até comi uma saladinha para apaziguar a consciência.

A decoração é toda feita com objetos de época, o que dá um toque especial e a sensação de estarmos viajando no tempo.

Adorei a conservação dos prédios, muitos detalhes originais foram restaurados. Me apaixonei por esse sino!

Logo que vi essa orquídea, lembrei da amiga Cíntia Amaral, e não pude deixar de fotografar.
Enfim, foi um ótimo domingo, recomendo a todos. Por 30 dinheiros por pessoa você come à vontade, anda à cavalo, pesa, usa a piscina e viaja no tempo!
Ouvi falar que em São João da Boa Vista existe um circuito de fazenda históricas. Advinha quem vai querer conhecer todas? ;)

terça-feira, 16 de julho de 2013

The White Queen

Rainha Elizabeth
 Eu realmente gosto de séries históricas. De séries, filmes e livros, na verdade. Provavelmente esse foi um dos fatores (equivocados) que me levaram a fazer História e não Letras. O fato é que eu amo os figurinos, a fotografia, os valores e até as cenas sangrentas. Atualmente devo estar assistindo pelo menos 6 séries "históricas". E hoje vim recomendar uma delas para quem, como eu, ama armaduras, vestidos  longos e espadas. Trata-se de  "The White Queen", série que retrata o período da Guerra das Rosas na Inglaterra. Duas coisas para deixá-las animadas: a série é baseada em um livro (que eu pretendo ler assim que possível) chamado The Cousin's War, da Philippa Gregory e está contando a história da guerra do ponto de vista feminino!
Só assisti dois episódios dos cinco já exibidos, mas recomendo fortemente. Se não for por nenhum outro motivo, que seja pelo rei:

Resumindo: é da BBC,  tem romance, bruxaria, sangue, suor e lágrimas. Tá esperando o que?

Sobre a privacidade e outras prisões


Eu sou uma pessoa muito ciosa da minha privacidade. Pode não parecer assim, desnudando minha alma aqui no blog, mas essa é minha válvula de escape. No cotidiano, consigo falar milhares de coisas a centenas de pessoas, mas nunca as que me preocupam, incomodam ou chateiam de verdade,  e muito raramente para os causadores de minhas angústias. Por ser assim, eu costumo ficar muito sozinha: como na maior parte do tempo eu gosto de me manter isolada das pessoas, o efeito colateral é ficar, às vezes, sozinha em momentos em que eu gostaria de ter outros por perto. Em geral, por exemplo,  eu  gosto de passar o fim de semana em casa, com meus gatos, meu marido e meus livros. Assim, não costumo fazer planos com outras pessoas e, quando me bate aquela vontade de tomar uma cerveja e jogar conversa fora, não tem com quem. Isso tem se exacerbado no último ano, marido e eu estamos cada vez mais isolados do mundo "real" e na maior parte do tempo isso não me incomoda, mas às vezes, só às vezes, eu sinto falta de conversar com outras pessoas que não ele. De vez em quando, então, eu resolvo que vou cultivar minhas amizades, chamar alguém para um café ou qualquer coisa do tipo: só que então, eu me sinto deslocada. Como se não soubesse sobre o que conversar ou como agir, o que é normal. Então volto rapidinho para a minha redoma.
O fato é que a culpa do meu isolamento não é bem do meu casamento: eu sempre me senti bastante deslocada e sempre foi difícil me enturmar. Além disso, crescer pode ser algo bastante solitário: de casa  para o trabalho, para o estudo, para o supermercado... Penso que o ritmo é feito  para a gente se isolar e, se você já tem tendência à solidão e à timidez, acaba por ser um processo natural. 

Esse texto nasceu de mais uma das minhas angústias, aliás:  a de não saber como me aproximar de outras pessoas. Acho que eu já falei sobre isso aqui, mesmo quando gosto de uma pessoa, tenho dificuldades em saber conviver, tenho sempre medo de estar invadindo a privacidade alheia ou incomodando com atenções indesejadas. Até para visitar minha tia que ganhou bebê, ou amigo que passou por uma cirurgia, eu consigo criar um drama mental: se fosse eu, gostaria de pessoas invadindo a minha casa enquanto eu estou com pijamas e dor? Provavelmente não. Então não vou. Mas pode ser que se eu não for eles achem que eu não me importo, e eu realmente me importo. Então eu vou. Só que eles podem estar recebendo muitas visitas e preferirem usar o tempo da minha para descansar. Então não vou. Mas pode ser que minha visita lhes dê prazer, assim como uma deles talvez me desse. Então eu vou. Horas e dias disso depois... visitei um, mas não o outro.

Peço desculpas pelo texto confuso, mas meu blog é meu psicólogo.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Just like a Renoir

Eu sempre me senti como a moça do copo de água. Sempre estive na cena, mas nunca no centro, nunca integrada, por inteiro. Talvez não por estar pensando em outra pessoa, mas por ter outras coisas em mente. Consigo participar do zum zum zum do cotidiano, embora geralmente eu seja aquela pessoa que faz  comentário desnecessário depois que o assunto já morreu. A verdade, é que tenho dificuldade de me relacionar com as pessoas, seus interesses e risadas cotidianas. Além disso, ultimamente eu ando me sentindo tão ocupada, prática e metaforicamente, que não ando tendo tempo para os problemas de mais ninguém, o que me faz sentir bastante egoísta.
Não estou falando dos problemas de verdade: se você estiver doente ou precisando de um ombro amigo, conte comigo. Mas ando extremamente intolerante com dilemas do tipo queria emagrecer 5 quilos e só perdi 3 ou não sei se caso ou compro uma bicicleta, onde não se há o que fazer ou a resposta é óbvia: se não tem certeza não case e nem compre a bendita bicicleta.
Ando um pouco sumida do blog, eu sei. Mas ele é mais um lugar que exige meu protagonismo, e eu ando cansada de ter que me colocar no centro. Estou assim, como a moça do copo de água: pensativa, melancólica, ausente...

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Não sei falar

Que me desculpem os amigos adoradores da gramática, mas nunca achei que que escrever bem tivesse qualquer coisa a ver com saber as regras. Claro que concordância nominal e verbal são importantes, mas penso que um texto bem escrito é um texto gostoso de ser lido. Ouço sempre que escrevo bem mas, como não sou afeiçoada à regras ortográficas e nunca tenho certeza se devo usar próclise ou ênclise, gosto de pensar que escrevo agradável. Sim, agradável. Conheço pessoas que conseguem desfiar a gramática do Pasquale mas com isso deixam o texto tão pernóstico, tão incrivelmente formal e chato que a gente não tem nenhum prazer em ler. E prazer, para mim, é um requisito fundamental na leitura. Existem autores que são conhecidos por sua densidade, você já começa a ler sabendo que sofrerá na leitura, provavelmente precisará de um dicionário ou de doses extras de cafeína. Agora, se você não é Foucault ou Freud, para que tornar aos outros um martírio entender suas ideias? 
Acho que algumas pessoas pensam que escrever bem é escrever difícil: conheço algumas que conseguem transformar uma simples afirmação em um período tão composto e rebuscado que quem lê chega ao ponto final com duas sensações: a de que não entendeu nada e o alívio.
De minha parte, continuo com O Teatro  Mágico:

"Mas quando alguém te disser ta errado ou errada
Que não vai S na cebola e não vai S em feliz
Que o X pode ter som de Z e o CH pode ter som de X
Acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz"


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Úlitmos livros lidos

Na semana passada terminei de ler dois livros. O primeiro, é daquela leva de cortesias do Skoob, e é o meu preferido até agora: "As violetas de março", da Sarah Jio. Tem um diário perdido, amores começando, história, mistérios e redenção. Do jeitinho que eu gosto, recomendo.


O segundo, foi a continuação da série "A seleção", da Kiera Cass, o aguardado "A Elite". Eu amei o primeiro livro e, para ser sincera, fiquei um pouco decepcionada com o segundo, embora ainda tenha vontade de ler o terceiro. Creio que o final deve ser bom, porque ficaram várias linhas soltas nesse segundo livro, que espero que se conectem no próximo. Dá a impressão de que a autora vai lançando as histórias, mas não tem "fechamento" e eu odeio histórias sem final. As capas dos dois livros são um show a parte: uma mais linda que a outra!

sábado, 4 de maio de 2013

Sunday morning

Sunday Morning Richmond Surrey - John Edward Goodall
O silêncio invade a casa e minha alma: a massa de desprende  dos meus dedos enquanto os pensamentos alçam voos maiores. Um gato se esfrega nas minhas pernas, e outro se espreguiça ao Sol: molho as plantas e sinto a pele se aquecer. 
A roupa seca no varal e o barulho da máquina de lavar, com sua cadência ritmada, confortam e acalmam.
Ouço sua respiração pesada no quarto e ela me tira da solidão. Ainda assim, agradeço a sua inconsciência: ela me permite desfrutrar da minha companhia e me reconciliar comigo mesma. 
Em pensamento, tomo decisões, faço planos e mudo o mundo - enquanto o cheiro gostoso do bolo assando invade os sentidos. 
Um sentimento de plenitude me invade e o simples ser me basta.
Quem dera todos os dias fossem manhãs de domingo!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Nos bailes da vida

Sou uma das mulheres menos vaidosas que eu conheço: sou capaz de trabalhar a manhã inteira e só na hora de escovar os dentes depois do almoço perceber que não pentei o cabelo antes de sair de casa pela manhã. Não tenho hábito de usar maquiagem, raramente me preocupo com a roupa e o sapato para pensar além do conforto e meus hidratantes vencem, pois apesar de adorar comprá-los, dificilmente lembro de usar. Não uso batom, meu esmalte descasca e se pudesse passava o dia de pijama. 
Talvez tenha ver com o fato de que minha mãe nunca foi muito vaidosa ( foi depois de bem mais velha que eu a vi usar maquiagem pela primeira vez, e até hoje ela só "fura" a orelha em ocasiões especiais), apesar de que minhas irmãs são bem mais vaidosas do que eu, então deve ser algo essencialmente meu, que vem acompanhado de um certo desprezo por pessoas que se preocupam mais com sua aparência do que com o intelecto, não sei. 
O fato é que quando se trata de ocasiões especiais, meu sangue vibra. Se no dia a dia praticamente só uso tênis e não consigo lembrar de usar o protetor solar. em dias de festa minha alma vibra. Sou capaz de ir a casamentos ou aniversários de pessoas que eu nem gosto tanto assim, só para usar vestido de festa e arrumar o cabelo! Quem explica essa minha necessidade ancestral por homens de terno, mulheres de longo e jóias? Já contei que eu amo jóias? Não tenho um colar de bijuteria- mentira, tenho exatamente dois - mas me encanto com pedras e metais preciosos. Acho que nasci na época errada: amaria viver em uma época glamurosa de rendas, espartilhos e sedas. 
Já que eu não nasci, vou vivendo assim, de casamento em casamento, de baile em baile, sempre com as minhas fadas madrinhas, tia Ana e Alê, que me fazem sempre me sentir como a Cinderella. Vejam se elas não fazem milagres:




P.s: Gostaria de matar a criatura que inventou roupas de festa curtas!
P.s2: Não importa o quão bonito seja o seu sapato "meia-pata", ele não é fino o suficiente para usar com roupa de baile :P

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Últimos livros lidos

Eu sei, eu sei, deveria estar estudando e escrevendo meu artigo do mestrado ( diálogos com minha consciência, ignorem), mas a verdade é que eu não resisto a um bom romance. E, mais do que isso, não resisto a uma capa bonita. E olhem, que capa linda:

No final, a capa é mais bonita do que o livro é bom: já foi para minha lista de trocas. A história começa bem, os personagens tem boas histórias, mas o livro simplesmente não se desenvolve: sabe uma história que parece ter sido escrita por escrever, com final repentino e decepcionante? Foi o que senti.

Desde que vi a sinopse desse livro fiquei morrendo de vontade ler. Acabei virando o dia e a noite ontem, acabando a leitura. Me fez pensar muito sobre a minha Obesta interior, sobre como eu uso a comida como contraponto para quase tudo: alegria, tristeza, ansiedade... e sobre como eu estou com sobrepeso agora é muito fácil de repente ficar obesa mórbida. Não pensem que  livro é o tempo todo sobre isso, a história é boa e é uma delícia acompanhar as aventuras da Mary, mas acho que é uma reflexão natural para todo mundo que vive em guerra com a balança. Só não gostei do final, ando meio irritada com livros que acabam, mas não acabam. Tá que o mundo é cheio de possibilidades, mas pelo menos nos livrinhos eu gosto de um pouco de "fechamento".


P.S: Comprei ambos os livros por causa das cortesias do Skoob. Preciso parar de frequentar aquela página, já que nunca ganhei nada e comprei um monte de livros!

sábado, 30 de março de 2013

O Clube do biscoito?

Ter um blog muda a sua vida. Mais do que você imaginou que mudaria, aliás. Para começar, você nunca está sozinho: tem sempre alguém disposto a embarcar em uma maratona literária ou conversar sobre a sua almofada-imaginária-que-nunca-saiu-do-papel.
Se você der sorte, se der muita sorte, você ainda pode encontrar pessoas maravilhosas com quer repartir um pouco de tudo: suas angústias, as alegrias, a ideias mirabolantes. Eu me sinto assim: muito sortuda! Entre visitar um endereço e outro, como quem não quer nada, a gente vai acostumando com a distância, aprendendo a conhecer, e de repente, você tem um grupo de amigas!
Bem, eu devo ter o grupo mais ativo e diversificado da blogosfera: entre  palavras da Patty, as linhas da Ana, as asas da Cíntia, as verdades da Adelaide e a doçura da Teresa, sinto que sempre tem algo novo e bom acontecendo no mundo.
A última da trupe foi a ideia de lançar o Clube do Biscoito. Eu nunca na vida fiz biscoitos, então resolvi ir treinando para não fazer feio quando a hora chegar. Peguei a receita no blog da Teresa e voilá! Tentei dar a minha cara, diga-se de passagem, uma cara um tanto cômica, aos meus biscoitinhos:
Fiquei com inveja da Teresa e coloquei minha filha para fazer os biscoitinhos comigo rsrs
Roubei a ideia dos olhos de cravo da Patty, ficaram bonitinhos, vai...
Dica: NUNCA faça seus biscoitos enquanto estiver no facebook, assim não correrá risco de que eles fiquem torradinhos. Coloquei um cabelo de chocolate nos queridos para dar uma disfarçada.
Logo se vê que a pessoa que eu tirar na troca de biscoitos tá perdida rsrsrs

domingo, 10 de março de 2013

O Lírio e a Quimera

Nuna contei para vocês, mas eu tenho a  pretensão de um dia escrever um romance histórico se passado no Brasil. Na verdade, eu já tenho a história na cabeça, qualquer dia conto para vocês. É um gênero literário que muito me atrai, e temos poucas novelas  ou, pelo menos, eu conheço poucas - se vocês conhecerem, me indiquem! Pois bem, por ser tão pretensiosa, sempre procuro romances do mesmo tipo, para me inspirar e analisar como foram colocados os fatos históricos do período. Foi assim que eu descobri a série "O lírio e a quimera", que é escrita por um francês erradicado no Brasil, Romaric S Bruel. Comprei o primeiro livro, Madeimosell de Miry, em promoção no Submarino e simplesmente devorei.
A primeira parte da história é bem legal, emocionante mesmo, Maria Adelaide, a personagem principal, tem personalidade forte, é independente e escolher viver um casamento por amor, fugindo da França nas revoluções de 1848. Acabei de ler, corri desesperada para a internet, comprei a continuação e...

Simplesmente me dá sono! Estou faz quase um mês enrolando, lendo um capítulo, mudando de livro... De personagem com temperamento forte, Maria Adelaide passou a simplesmente geniosa, incompreensível, uma prima donna. Ela não envelheceu bem! Diz no Tomo II que a série terá continuação. Vou pensar três vezes antes de acompanhar: às vezes uma coisa ruim estraga todas as boas impressões positivas anteriores. Se vocês gostam de romance histórico, leiam o primeiro!



domingo, 17 de fevereiro de 2013

E quem, de verdade, sabe o que pensa outro ser humano?

Quando pensamos que conhecemos alguém muito bem é quando o outro tem mais facilidade em nos supreender. Achar que entende a linha de raiocínio, os valores ou ideias de alguem é perigoso: nos torna preconceituosos, pois nos damos ao direito de interpretar as palavras do outro por caminhos que nem ele nem tinha previsto antes de dizer. Se achamos alguém pretensioso ou arrogante, é possível que interpretemos tudo o que digam como afronta ou crítica pessoal, como se suas palavras fossem dirigidas a nos diminuir. É aqui que mora o perigo: por causa de nosso próprio complexo de inferioridade, percebemos o outro como hostil quando, às vezes, ele nem estava pensando que você se ofenderia com as palavras dele. Sabe o que isso demonstra? Que somos, lá no fundo, bastante egoístas para imaginar que as outras pessoas passam tanto tempo pensando sobre nossos defeitos e falhas quanto nós mesmos. Assim, um bom jeito de viver de maneira mais leve e saudável, é nunca incutir pensamentos ou intenções à outras pessoas, mesmo se acharamos que as conhecemos muito bem. Você evita atritos, confusões e desentendimentos apenas controlando sua própria imaginação.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Sobre palavras e silêncio

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Eu tenho a impressão de que nunca escrevo o suficiente. Meu blog é um espaço para falar de tudo o que penso e sinto, mas, entendam: eu sou do tipo de pessoa que pensa demais e sente mais ainda. Eu falo para caramba, mas dificilmente o que eu penso de verdade, então, escrever às vezes é o único canal para me libertar das frustações e pequenas decepções do dia-a-dia, bem como de todas as palavras que me engasgam. Vai falar que você nunca tem vontade de dizer umas "verdades" que poderiam magoar alguém, e aí você engole, e depois fica com gastrite? Hoje, seu eu fosse falar o que penso de verdade, diria para você ficar com quem te faz feliz. Não importa se você está ficando velha, se está na hora de ter filhos, se não existem muitas pessoas que querem casar hoje em dia: é melhor ficar solteira do que viver com alguém que não te entende e não pode aceitar que você cresça. Diria também que tudo na vida tem hora, e que a nossa hora é diferente da dos outros: não é porque todo mundo tá terminando o doutorado, tendo o primeiro filho ou indo à Lua que você tenha que ir também, a não ser que você queira fazer todas essas coisas. E que, se você as quer, deveria correr atrás delas: qualquer pessoa que te ame só vai querer te ver feliz e realizando seus sonhos, e se você não sonham o mesmo, mas se amam, vão construir sonhos juntos, além de pontes para estarem perto, mesmo que não juntos no sentido mais estrito da palavra. Te contaria que tá tudo bem não ser a melhor dona de casa do mundo: ninguém realmente se importa com isso se você for amorosa com as coisas que realmente sabe fazer, e humilde com as que não sabe - às vezes você até ganha dicas maravilhosas das rainha dos lares. Um casamento não é feito de limpeza da casa, comida na mesa ou roupa bem lavada: é feito de amor, de paciência e de companheirismo e, se você tiver isso tudo, não tem briga que se interponha, nem roupa suja que não se lave. Diria também que é normal ficar inseguro, duvidar da vida e não saber para onde está indo, você só não pode é deixar de ir -  de repente, você perecebe no meio do caminho que você chegou lá. Mas nós não temos intimidade para tanto, então não direi nada, mas espero que você descubra isso tudo sozinha -  e feliz.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Fora da caridade não há salvação

Todo preconceito é inaceitável. Mas será que alguns são ainda mais inaceitáveis que outros?  Hoje vou me atrevo a falar de coisas as quais não entendo muito bem, então já me desculpo por antecedência caso fale alguma bobeira muito grande, mas a verdade é que esse assunto tem rondado a minha cabeça por muito tempo. 
Como se definem os preconceitos de uma pessoa? Quer dizer, é sentimento de pertence a um determinado grupo? É limitação de classe? Criação familiar? Enfim... o que nos faz deprezar e até odiar uma raça, um grupo, um estilo de vida, que não compreendemos e do qual instintivamente discordamos? 
Ando determinada a entender como funciona esse mecanismo de auto-imagem e sentimento de pertence que exclui características do outro com as quais não me identifico, imediatamente as rotulando como inferior ou ruins. Dito isso, já aconteceu com vocês de conhecer alguém que simplesmente não tem espelho? Quer dizer, uma pessoa que critica um grupo ou uma raça, por exemplo, mas que não percebe que ao ofender o outro está se ofendendo? Um dia desses vi uma pessoa que é, para ser clara, mulata, falando mal de negros e fazendo piadinhas racistas. 
Para começar, piada geralmente me deixam de mal humor: não acho que exista tema neutro e não acho graça rir de esteriótipos de nenhum tipo. Mas me indignou ver que a pessoa, descendente de negros, consegue rir vendo tratarem seus antepassados como indolentes, ignorantes ou inferiores. Agora, quantas vezes não vemos isso? Uma pessoa acima do peso rindo de piadas de "gordo"? Mulheres dançando ao som de musicas machistas, e rindo de outras mulheres que passam por situação humilhantes? Ou em casos um pouco diferentes, pessoas cheias de outros defeitos apontando o dos outros, para se sentir melhor sobre os seus? Como se só o do outro é que fosse feio...
Percebo que, cada vez mais, falta compaixão para com o próximo e alteridade. É preciso se colocar no lugar do outro, percebê-lo como ser humano que merece senão amado, ser respeitado em sua individualidade, com todas as suas características peculiares, independente do que pensamos das escolhas que elas fazem. Antes de apontar defeitos alheios, faça uma lista com os seus e tente entender o porque do outro te incomodar tanto porque ser gay, negro, mulher, pobre, gaúcho, corinthiano ou ateu. Particularmente, eu enxergo a caridade como uma religião.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Sobre identidade cultural e outras besteiras

Casa no Vale dos Vinhedos em Bento Gonçalves
 Sempre tive a impressão de que nascer em um grupo com forte identidade cultural seria maravilhoso. Ao contrário de todas as outras pessoas que vêem as limitações e dramas aos quais eu me submeteria, e talvez por ser indecisa e insegura, acho que deve ser incrível nascer em uma sociedade onde se sabe exatamente o que se espera de você. Não ter que decidir, nem corresponder à expectativas não-ditas deve ser tão pacífico! Provavelmente eu me revoltaria, seria do contra e lutaria com as opções que me teriam sido pré-destinadas, eu sei, mas a verdade é que essa viagem ao Sul me fez pensar mais ainda no assunto: visitamos uma vinícola quase artesanal, que é propriedade da mesma família a quase duzentos anos, onde os trabalhadores e vendedores e guias turísticos são todos primos, irmãos ou parentes de alguma forma. Eu fiquei horas cismando sobre como todas aquelas lindas meninas tão brancas e loiras encaram o fato de já terem nascido com um futuro garantido. Não estou dizendo que elas obrigatoriamente terão que se render ao negócio da família, casar, ter filhos e trabalhar também na vinícola - mas me encanta a ideia de que ela podem, se for o que elas quiserem. Na verdade, sejam estrangeiros em um país estranho, judeus, pessoas de família tradicional, enfim, qualquer grupo com uma identidade definida, todos me encantam, a ideia de uma unidade, uma força que vem da coletividade me encanta. A minha tribo é minha família, e apesar de os amar e agradecer por todos ao meu lado, e mesmo sabendo que eles apoiam todas as minhas decisões - sejam pintar o cabelo de vermelho ou fazer um casamento à fantasia - ninguém me diz o que fazer: as decisões são minhas, assim como as consequências delas. Seria reconfortante, eu acho, ter alguém para culpar quando tudo dá errado, seja uma sina ou uma casa ancestral.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Viajar de trem

Oi meninas, sei que estou sumida, mas estou de férias e acabei por me desligar quase completamente do computador, o que tem sido muito saudável. Hoje vim contar para vocês sobre a primeira parte das minhas férias: estivemos em Curitiba e aproveitamos a viagem de trem até Morretes e, acreditem, vale a pena!
Marido e eu na estação
Acho que o trem tem seu próprio ritmo, as paisagens são deslumbrantes e o barulho e o balanço suave te embalam, levando a mente a um outro nível de relaxamento.

Me deu um pouco de nostalgia, confesso que fiquei triste por não encontrar todo mundo vestido com roupas de época, e olha que o  passeio pela história continuou como desembarcamos, mas isso é assunto para o próximo post!


O que: Viagem de trem Curitiba X Morretes
Quando: O trem tem saídas diárias às 08:15, com duração de três horas.
Quanto: Na classe turística, R$74,00 por pessoa. Com direito a um lanchinho gostoso e um guia em português, muito agradável!!!
Como: O trem sai da estação rodoferroviárias, e a passagem deve ser adquirida da Serra Verde Express.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Sobre dores e crescer

Vocês já se lembraram de coisas que vocês esqueceram que alguma vez gostaram? Vive me acontecendo isso. De repente, em uma conversa, lembro de um filme que eu amei há anos e nunca mais reassisti. Ou ouço uma música cuja letra eu sei de cor, com a qual minha cabeça balança eu me fez ter vontade de dançar e eu nem lembrava que existia. Creio que são retratos das pessoas que eu fui ao longo dos anos. Como é estranho perceber o quanto a gente muda! 
É engraçado como eu ando obcecada com esse tema: o tempo. Nos últimos meses eu entro e saio do assunto, tentando entender quais escolhas me transformaram na pessoa que eu sou hoje, e perceber se eu gostaria de ser diferente. Não sei aonde ouvi esses dias, (ou será que vi no facebook?) a criança que você foi ficaria orgulhosa do adulto que você se tornou? Honestamente? Acho que a criança, sim. Talvez não a adolescente cheia de revolta e certeza de saber como os outros deveriam viver, mas a criança inteligente, meiga e sabe-tudo que eu fui me entenderia, e por isso, tenho tentado me reconciliar comigo mesmo, com todas as suposições que eu fiz sobre a minha própria vida e sobre a o que ela virou quando a realidade se impôs. Uma vez por semana eu tenho vontade de sair correndo, de não precsar pensar, cozinhar ou pagar as contas: eu quis tanto crescer e hoje só queria ser criança de novo. Esses dias passei horas pensando em umas férias específicas quando eu tinha uns catorze anos em que eu aluguei umas 10 fitas vhs e fiquei dias trancada no quarto, embaixo dos cobertores, só saindo para comer porcarias, sem querer encontrar ninguém. às vezes, meu equilíbrio é assim frágil, depende do silêncio e da solidão. Hoje cismei com a época em que quando eu tinha cólicas muito fortes simplesmente ficava deitada, de bruços, até a dor passar, só pensando...
Às  vezes queria poder fazer isso de novo: ficar deitada só esperando a dor passar. Mas a realidade me chama, e eu tomo pílulas que curam meu útero mas atacam meu estômago.  O trabalho precisa ser feito. O mundo não pára para que eu me cure.