segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Resoluções de Ano Novo

Uma folha em branco é sempre um desafio, seja ela de papel ou uma página aberta no blog, me pedindo para escrever. Queria falar sobre o ano novo, que parece nada mais ser do que uma grande folha em branco, a qual vamos preencher com tudo que fizermos nesse período determinado de tempo. Não consigo pensar em nenhum grande acontecimento e, apesar disso, penso que foi um ano bom: cheio de dúvidas, de indecisões e medo, como qualquer ano de qualquer libriano. Mas, acima de tudo, um ano bom. Não fiz grande consquistas, muitas viagens, infelizmente não ganhei na loteria (quem sabe na da virada, ainda dá tempo!), não escrevi meu livro nem tive um filho, mas arrumei várias mudas de árvores. Penso que o ano que vem vai ser um desafio, cheio de mudanças e novas expectativas, e por isso, estou grata por ter tido um ano para ver séries históricas, ler o máximo que pude e respirar antes de mergulhar no turbilhão que vem por aí! Não vou fazer muitas resoluções de ano novo, a esse ponto, seria temerário, mas gostaria de destacar algumas coisas que espero de 2013, para que no final do ano, possa fazer um balanço  honesto, como fiz esse ano.
- Esse ano não vou me prometer emagrecer. Ao contrário, quero prometer que vou tratar meu corpo bem e com todo o respeito que ele merece por me proporcionar a oportunidade de viver bem.
- Não vou prometer ler livros ou ver séries específicas, pois sei que o tempo  será curto, mas me prometo arrumar um tempinho para fazer essas que são duas das minhas coisas preferidas.
- No próximo ano vou tentar me enxergar com a mesma lente cor-de-rosa com que as pessoas que me amam me vêem e, assim, confiar mais nas minhas habilidades e capacidades. É um exercício para a vida toda, mas penso que já passou da hora de começar a fazê-lo.
- Vou tentar manter mais contatos com as pessoas a quem mas que so encontro uma vez por milênio, penso que percebi que ando muito desleixada com meus amigos, e vivo reclamando de como eles estão sumidos, sem procurar maneiras de encontrá-los.
- Pretendo me dedicar ao mestrado, mas sem me martirizar: ir com calma, no meu ritmo e respeitando as minhas limitações, sem deixar que me perfeccionismo inato me prejudique, faça mal ao meu ritmo de sono, nem a estômago. No mesmo ritmo, vou pensar seriamente em voltar para o auto-escola.
- Deixar de me preocupar com a forma como outras pessoas se divertem: se eu gosto de passar meu tempo livre descansando e lendo, não devo me sentir mal quando outras pessoas me contam o que fizeram com o tempo delas, como se estivesse perdendo alguma coisa lá -  me convencer  que não importa  quão façam parece divertido, eu não estaria feliz se estivesse lá.
- Tentar controlar minha vida financeira para conseguir trocar o carro. E finalmente construir a área coberta para que ele não estrague.
- Viajar em janeiro (Cianorte, Curitiba, Porto Alegre, Gramado, Bento Gonçalves e Foz do Iguaçu) procurando usar o tempo para me divertir, sem me estressar se as coisas não sairem enxatamente como planejados - perceber que  às vezes o inesperado pode ser mais divertido.
-  Aproveitar a formatura da minha irmã, e dançar até cansar, mesmo quando o marido preferir ficar sentado.
-  Me organizar para ver se durante o ano consigo ir conhecer Caldas Novas, realizando o sonho do marido.




P.s: Atualizei o post de resoluções no ano passado, quem quiser, pode ver o que eu cumpri :)

sábado, 29 de dezembro de 2012

Feliz Aniversário, Patty!

Eis que a Ana Cristina surgiu com a ideia de fazermos uma blogagem coletiva para comemorarmos o aniversário da Patty: topei na hora! 


Patty, feliz aniversário! Muito amor, muita paz, muita alegria e que você continue sempre essa pessoa atenciosa, delicada e que nós todas gostamos de ter "por perto"!


Que sua vida seja doce e cor-de-rosa!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Amigo Secreto

Oi meninas, vim mostrar para vocês o presente que ganhei da minha amiga secreta do grupo "Entre lavandas e livros". Tenho que dizer que minha amiga me enganou direitinha, e me interpretou muito bem, pois amei meus presente!!!
Esse grupo foi uma ótima surpresa esse ano, e creio que o amigo secreto serviu para nos ajudar a interagir e conhecer melhor, adorei tanto o meu presente quanto presentear minha amiga. Espero que em 2013 consigamos ficar ainda mais próximas, é muito legal perceber que mesmo distante contamos sempre com as dicas, palavrinhas e o carinho de vocês!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Sobre destino, mestrado e medo.


Sou uma pessoa que, essencialmente, acredita em destino. Não, não estou falando que não temos escolhas, que nossa vida já foi determinada, nada disso. Só penso que algumas coisas têm um momento certo e um motivo pelo qual acontecem. Às vezes, no entanto, acreditar no destino pode ser dolorido: mesmo imaginando que se for para dar certo dará, dói um pouquinho quando dá errado e, de vez em quando, uma coisa que você tinha absoluta certeza que dá daria errado acontece, e você fica chocado. Foi assim, essa semana, quando recebi a notícia de que eu havia passado no mestrado.
Desde  o começo eu tinha absoluta certeza de que não daria certo, que não era  hora e, para ser honesta, não era uma coisa que eu exatamente queria para esse momento.Assim, escolhi deixar na mão do universo, se eu passasse, faria, mas como a chance era remotas, na verdade gastei o tempo todo me preparando psicologicamente para a falha. Então, ver meu nome na lista dos convocados para a matrícula foi assustador e, no primeiro momento, senti mais medo do que alegria.
Pensem só: a prova de línguas foi tranquila, mas a prova escrita foi indecente de tão chata, e eu praticamente não a terminei por dor no braço, de tanto escrever. Mas a entrevista, Deus, a entrevista! Que prova! Uma semana depois eu ainda estava tendo pesadelos com o que havia dito - e o que poderia ter sido dito de maneira diferente.  Em resumo é isso: tinha certeza de que ficaria para o ano que vem, ou o próximo. Eu ia podr passar um ano tranquilamente, esperando o próximo processo seletivo, lendo todos os livros que deixei de lado para poder fazer as disciplinas, enfim, seria um ano para tomar fôlego antes de me submeter a todo o nervosismo de novo.
Agora, novos planos deverão ser feitos, preciso me organizar fisica, mental e emocionalmente para uma fase completamente nova e confesso a vocês: estou em pânico. Mas, como eu tenho repetido indefinidamente, para mim e para todo mundo: o Universo acha que eu dou conta, quem sou para dizer o contrário?!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Contentamento

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"A palavra que vem do pensamento sem saudade
não ter contentamento
ser simples como o grão de poesia
e íntimo como a melancolia."
(Vinícius de Moraes)

Aquela música famosa estava certa: as pessoas não conseguem se satisfazer e, eu acho, que isso é o que falta no mundo de hoje. Nós estamos sendo ensinados a confundir contentamento com comodismo: nada é suficiente, ninguém é suficientemente rico, bonito, inteligente, magro ou feliz no trabalho. Dizem que nós não temos amigos o suficiente, roupas de marca o bastante, cosméticos que bastem, nossos relacionamentos caem na rotina, nunca fazemos coisas o suficiente. Se você diz que não está fazendo nada de novo ou diferente, recebe vários olhares atravessados, e a expressão “se acomodou” passou a ter um cunho negativo inegável. Pois bem, meu manifesto de hoje: vamos nos CONTENTAR! Fiquemos contente com tudo que fizemos até agora, sem pensar em todas as outras que poderíamos ter feito! Se tivermos vontade, estudemos. Se o corpo pedir, façamos atividade física. Se roupas novas é o que queremos, compremos. Mas façamos por nós mesmos, por amor à vontade de mudar, e não por nos sentirmos pressionados, levados pela maré da mudança. Não existe um rumo traçado, um limite mínimo do que as pessoas esperam da gente e, ando percebendo, não existe um máximo também: será que só vivendo nós não somos suficientes? As únicas expectativas reais são aquelas que nós mesmo criamos e, ao criá-las, devemos ser justos com nós mesmos, aquela velha história de não dar passos maiores que nossas pernas...

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Traição literária

Vocês já se sentiram traídas por uma autora? Pode parecer bobo, mas é assim que estou me sentindo hoje. Nas últimas duase semanas me viciei na série "Academia de Vampiros", da Richele Mead. Os cinco primeiros livros ( de seis) são perfeitos: tem suspense, drama, romance, magia... Do jeitinho que eu mais gosto!
Convenhamos que nbós normalmente gostamos mais de livros com finais felizes, certo?  Mas o que dizer de uma série em que nas primeiras páginas do último livro você advinha quem é o assassino, quem vai terminar com quem e todas as coisas bonitinhas que acontecerão? BORING!!!
Escrevo esse post indignada, pois o fim de uma série maravilhosa -  e que eu ainda recomendo a leitura -  foi totalmente indigno. Por uma vida com menos finais felizes e mais surpresas!


P.s: Deve ter algo errado comigo, sempre torço para o mocinho com quem a mocinha não fica, para se ter ideia, sou Team Jacob até hoje!!!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Insônia

Tem crescido em mim uma admiração por todos os adultos da minha infância, que sempre foram tão fortes e soaram tão cheios de certeza e contentamento. Tive uma noite tão insone que me "cantei" cantiga de ninar para ver se conseguia dormir. Usei como exercício mental lembrar de todas as musiquinhas que a minha mãe me cantava para dormir. Acho que quanto mais velha eu fico, mais saudades sinto de ser criança.

Se essa rua,
Se essa rua fosse minha.
Eu mandava,
Eu mandava ladrilhar.
Com pedrinhas,
Com pedrinhas de brilhante.
Para o meu ,
Para o meu amor passar.

Nessa rua,
Nessa rua tem um bosque.
Que se chama,
Que se chama solidão.
Dentro dele,
Dentro dele mora um anjo.
Que roubou,
Que roubou meu coração.

Se eu roubei,
Se eu roubei teu coração.
Foi porque
Tu roubaste o meu também.
Se eu roubei,
Se eu roubei teu coração.
É porque,
É porque te quero bem.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Contra-cultura?


Eu acho que ando na contra mão do mundo: sou tão contraditória que nem eu me entendo. O que eu acho engraçado é eu ficar menos careta depois de velha, às vezes me surpreendo com o nível de conservadorismo que ando vendo em mim: critico muitas pessoas que ainda fazem ou que eu fazia 10 anos atrás, como cair de bêbado na rua, fumar ou viver de beber o que os outros dão. Sim, eu já fiz isso quando era nova, mas não me serve mais. Acho que fiz a travessia e me pego pensando sobre quando as pessoas que eu já chamei de amigos a farão. Será que eles nunca vão crescer? Será que dá para passar o resto da vida sendo sustentado, na casa da mãe, e tendo como único objetivo saber tudo de um ídolo qualquer? Dá? Para mim, não deu.
Mas eu acho que sofro de algum tipo de “excesso de responsabilidade e culpa”: me sinto culpada por tudo, me preocupo com todo mundo, quero sempre fazer o que é certo. Não é saudável, mas é o meu jeitinho, até aí, tudo bem. O que mais me choca é o quanto eu ando crítica: em um plano racional eu sei que não devia pensar mal das outras pessoas por não fazerem a mesma escolha que eu fiz, mas, por outro, será que é pedir muito querer que um cidadão de 30 anos pague as próprias contas? 
Não sei, muitas dúvidas nessa segunda-feira! 
Boa semana para vocês :)

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Sobre a passagem dos anos

Penso que a noção de tempo é uma medida arbitrária.O calendário segue em frente inexoravelmente, um dia dá lugar a outro, a um mês, a um ano e, de repente, você está mais velha. Ninguém te pergunta o que mudou, se você está mais experiente ou se viu alguma diferença, os números simplesmente mudam e você é quem deve se adaptar a eles. Podem me chamar de estranha, mas eu nunca vi muito sentido nisso. Algumas pessoas se deixam levar pela idade: mudam o corte de cabelo, a roupa, o jeito de pensar, de falar e adquirem uma nova "compostura". Eu simplesmente passo pelos  anos: se sinto que preciso mudar, mudo, independente do esperado, do normal. Acho que trocar de idade deveria ser um pouco assim: hoje me sinto mais cansada e parece que carrego o mundo nas costas? Tenho 80 anos! Amanhã, se acordar leve, saudando os raios de Sol e rindo para um novo dia, tenho 8 de novo e está tudo bem. Assim, preciso izer: hoje os meus 26 não me pesam em nada, acordei tão tranquila e satisfeita quanto com 21, me senti tão livre como aos 18, executei minhas tarefas com a eficiência de alguém de 35 e vou dormir e sonhar como só um inocente consegue.A vida fica mais leve assim, um dia de cada vez, uma idade para cada dia.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Um pé de quê?

Eu não sou muito ousada. Geralmente, como nos mesmos lugares, viajo da mesma forma, me visto de maneira previsível. A única coisa que normalmente me permito fazer, é, quando vou a um mercado diferente do habitual, comprar frutas que nunca comi. A  primeira tentativa foi azeda: não recomendo grapefruit para ninguém. Por outro lado, adorei a mais recente: mangostim. Convenhamos que isso nem nome de fruta é né?! Imagino logo um crustáceo. Mas a danada é gostosa!
A melhor definição seria, na minha opinião, uma fruta do conde com gosto de jabuticaba rsrs Pesquisando na internet depois que já havia comprado, descobri que além de ser muito gostoso, ela é anti-oxidante, anti-inflamatória e anti-cancerígena, é mole? Além disso, parece ser ótima para quem tem colesterol alto.  Eu recomendo! E você, já comeu mangostim, mangostão ou mangosteen?

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

"O amor é bom, mas é melhor o sono." (Fernando Pessoa)


 Uma boa noite de sono, para nós, é a tradução mais literal que eu conheço de amor verdadeiro. É encantador ver como nossos corpos se movem para se encaixar, e como eles se procuram naturalmente, quase como se fossemos um o satélite do outro. Com esse meu sono leve, nada me deixa mais feliz do que acordar ao perceber que suas mãos procuram minha pele por baixo da roupa ou como nós quase caímos da cama porque não conseguimos ficar longe um do outro. Me emociona ver que, enquanto você dorme profundamente, se eu te beijo, ou falo que te amo, você sempre retribui. Não importa quão tarde você vai deitar, ou quão cedo o durma: é de sorrir ver que nós sempre acabamos na mesma sintonia. Você fica tão bonito dormindo, o rosto tão calmo, como o menino que eu conheci seis anos atras, que às vezes me dói sair para trabalhar e perder a nossa dança nos lençóis. Confesso que às vezes até seu ronco me parece encantador, pois se estou inquieta ou com insônia, o barulho ritmado da sua respiração me acalma e eu consigo cochilar, mergulhada na paz e tranquilidade que você emana. Você é meu bálsamo, meu polo positivo, meu sossego.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Você tem sede de quê?

Dizem que o importante é ter foco. Que se estivermos concentrados em um objetivo, se nos preparamos para ele e não desviarmos nossa atenção, são poucas as coisas que não conseguimos alcançar. Algumas pessoas se concentram em ficarem mais ricas, outras colocam como meta ficarem mais magras, mais jovens, ou mais bonitas (de preferência todos de uma vez!). Existem aquelas que buscam viajar, aprender línguas ou encontrar o amor verdadeiro. Eu não sou de nenhum desses tipos: com certeza eu poderia me beneficiar em ser mais rica, mais magra ou mais viajada, mas minha ambição é de outro tipo - ler. Há quem diga que é um passatempo agradável, mas infrutífero, mas eu não me importo: tenho até lido menos nos últimos anos por falta de tempo, mas não de vontade. Para me manter "focada", de vez em quando invento umas maratonas, e às vezes até convenço algumas de vocês a virem junto comigo. Espero que vocês animem dessa vez.  Vamos lá...

Mais ou menos uns quatro anos atrás, logo quando descobri que existiam os ebooks, baixei uma série de livros da Marion Zimmer Bradley, de quem gostava miuto de ler "As Brumas de Avalon" e "A queda de Atlântida" vezes sem conta... Desgraçadamente, o livro que eu baixei, da série Darkover, era chato e a história começava na metade, então resolvi pesquisar para saber como a saga começava, para que eu entedesse, e talvez gostasse. Pois bem, procurando pelo nome da autora na Wikipedia, achei o seguinte trecho:
"Os livros "A Queda de Atlântida: A Teia da Luz e A Teia das Trevas", "Os Ancestrais de Avalon", "Os Corvos de Avalon", "A Casa da Floresta", "A Senhora de Avalon", "A Sacerdotisa de Avalon" e "As Brumas de Avalon" são melhor compreendidos se lidos na ordem apresentada. Na seqüência apresentada, cada livro completa o outro, criando uma mitologia da criação de Avalon, através da reencarnação de personagens importantes, desde da Atlântida até a época do Rei Artur".
Advinhem se a mosca da curiosidade não me picou?! Naquela ocasião não tinha possibilidade de comprar os livros e acabi esquecendo. Eis que 15 dias atrás me lembrei disso e resolvi encarar o desafio: comprei todos os livros na Estante Virtual e estou lançando o desafio agora, vamos ler na sequência e ver com fica?

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O homem é seu próprio jardineiro (James Allen)

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Amadurecer antes do tempo é perigoso e solitário. Se quando as árvores se enchem de frutos pode-se encontrar crianças, centenas de passarinhos e eventuais adultos menos tímidos disputando as pitangas, o risco que se corre ao ficar vermelha sozinha é acabar na calçada, amassada, cheia de formigas e inútil. Tem algo de melancólico em passar por uma árvore e ver uma única fruta caída sozinha, como se a sua missão não se tivesse realizado: não alimentou ninguém, não virou perfume e, caída sobre o concreto, também não vai germinar, como se sua breve existência não tivesse sentido, sem tocar nenhuma coisa. E talvez esteja na essência da vida das pitangas: não ter sentido.
Estranho como um passeio de ônibus por um bairro arborizado faz a gente pensar na vida. E ter medo.

"Se te contentas com os frutos ainda verdes,
toma-os, leva-os, quantos quiseres.
Se o que desejas, no entanto, são os mais saborosos,
maduros, bonitos e suculentos,
deverás ter paciência.
Senta-te sem ansiedades.
Acalma-te, ama, perdoa, renuncia, medita e guarda silêncio.
Aguarda.
Os frutos vão amadurecer."

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Entre estradas e rodovias


Acredito firmemente que podemos conhecer um povo pelo tipo de caminho que ele constrói, e a diferença de se andar por Minas ou por São Paulo é incrível. Já começa pelo nome: você dificilmente vai ver um mineiro chamando uma rodovia de rodovia, aqui em minas, pavimentada ou não, é estrada e pronto. Em São Paulo, é rodovia e com nome e sobrenome é Washington Luiz, Cândido Portinari, Raposo Tavares, Castelo Branco e até a mais próxima daqui, Adhemar Pereira de Barros.
Se as rodovias de São Paulo são maiores, mais bem equipadas e com o asfalto perfeito, em Minas, nós temos muito mais buracos e bem menos pedágios. Costumo brincar que em Minas a gente não anda porquê não tem estrada, em São Paulo, porque não tem dinheiro para o pedágio. O que mais me encanta nas estradas de Minas, são as paisagens: você consegue andar uns bons 500 quilômetros nas rodovias paulistas vendo os mesmos elementos – laranjais, canaviais, cafezais, uma ou outra indústria, laranjais, canaviais e cafezais outra vez. O paulista, antenado nas exigências econômicas e no melhor fluir de carros e mercadorias, fez rodovias sem curvas, com retas que tendem ao infinito, na ânsia de chegar mais rápido, sacrificou-se tudo o que era natural ou ímpar. Quando você viaja por Minas, no entanto, vê-se o cuidado com que o mineiro fez seus caminhos: com jeitinho, delicadeza, desviando do que tinha de muito difícil no caminho, elas foram construídas para levar em um ritmo natural onde cada viagem é um mergulho na natureza - árvores, flores, pássaros, nada foi excluído ou deixado de lado. Não há poesia que se compare a uma estrada pelo interior de Minas: às vezes parece que você fez uma viagem no tempo, o carro passando por cidadezinhas, as pessoas na janela, as casas de barro, até o tempo passar diferente, mais devagar. São Paulo, é ritmo frenético:buzina, luz alta, sai-dessa-pista-que-eu-tenho-horário-para-chegar-e-estou-sempre-atrasado, é viaduto, concreto, engarrafamento e assombro. Minas é verde, gente sem pressa, casa entre bananeiras e sossego.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Independência ou morte

Hojé é dia de falar de independência. Não vou me ater a fato históricos ou a relatividade que supõe dizer que em 07 de setembro de 1822 o Brasil  se libertou de Portugal, não, tudo isso deixaria meu texto maçante e ácido e vocês não gostariam disso, nem eu. 
Hoje quero falar sobre a nossa independência interior, sobre como é bom se libertar das amarras que são o julgamento alheio e suas expectativas: eu tenho 25 anos, e apesar de casada, ganho meu próprio dinheiro e tomo minhas  próprias decisões. Posso não saber dirigir ainda, o que me torna dependente dos motoristas de ônibus e seus caprichos, mas, mesmo assim, eu sinto uma liberdade muito grande: coloquei como meta e só trago para minha vida pessoas que me acrescentam, não quero um carro novo só porque todo mundo está comprando, na verdade, o que as outras pessoas pensam me é irrelevante. Não podemos nos libertar de todas as pessoas de quem não gostamos, mas tenho aprendido a sorrir, dar bom dia e seguir a diante, com um sorriso no rosto e meu mundo interior efervescente. 
Sabe, no nosso século XXI, onde as mulheres já dominaram o mercado de trabalho, e eu gosto de acreditar, a discriminação às minorias é cada vez menos tolerada a únicas grades que parecem insistir são as que nós mesmos nos impomos, ou deixamos os outros nos impingirem: rótulos, cobranças, expectativas, preconceitos, julgamentos, moralismo, consumismo - essas são as metrópoles das quais devemos fugir do jugo.
Eu falei do carro novo ali em cima, mas, quantas pessoas se prendem ao  trabalho porque PRECISAM ter um carro novo, morar no bairro certo,se vestir de uma certa maneira, fazer a social com pessoas de quem nem gostam, aprender coisas das quais não gostam porque o mundo é globalizado, mostrar para quem os conheceram "na pior" que cresceram e "se deram bem"?
Faço hoje um brinde, e um voto: que nós consigamos nos libertar do que esperam (e não esperam, por vezes!) de nós, e sejamos mais brandos de coração para não esperarmos de mais dos outros.  Não existem nem santas,  nem putas, apenas pessoas tentando descobrirem livremente quem são. Que eu viva quem sou, ou morra tentando.

Um abraço e bom feriado.

domingo, 2 de setembro de 2012

Muffin salgado de frango

Oi meninas! Estava ontem de bobeira e morrendo de fome (não sei exatamente porque, mas para mim essas coisas vem sempre juntas!), então resolvi fazer uma coisa diferente! Muffin salgado! Na verdade, eu nem tinha certeza de que existia, mas agora posso dizer: existe e fica uma delícia!!! É super prático, a massa ficou molhadinha e vocês podem usar o recheio que quiserem: eu fiz de frango com palmito, pois era o que tinha por aqui, mas imagino que de calabresa fique ótimo, atum também! 

Massa:
3 ovos
1 xícara de óleo
1 xícara de queijo ralado
2 xícaras de leite
2 e 1/2 xícaras de farinha de trigo
Sal e orégano a gosto
1 colher de fermento em pó
 É só bater tudo no liquidificador!

Recheio:
Um peito de frango desfiado
Meio vidro de palmito picadinho
Azeite
Catchup
2 colheres de sopa de creme de leite
Refogar o frango e o palmito no azeite, colocar uma colher de catchup, só para dar cor, depois de desligar o fogo, misturar o creme de leite para ficar cremosinho (se você tiver requeijão ou catupiry, pode substituir).

Montagem:
Coloque uma colher de sopa de massa, uma bem cheia de recheio e outra de massa por cima. 
Levar ao forno pré-aquecido, e assar durante +/- 30 minutos.

Espero que vocês aproveitem bem minha receitinha, não devo postar nenhuma por um tempo: sexta-fera fiz uma endoscopia, estou com refluxo/ulcera, de forma que daqui para frente vou precisar controlar minha alimentação e me vigiar para não prejudicar mais meu estômago. 
Bom domingo para vocês e uma ótima semana!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Presente :)

Aqui em casa nós temos uma brincadeira, de cada irmão ser um animal. Já contei isso para vocês aqui, mas gostaria de retomar o assunto. Eu sou conhecida por ser a coruja lá em casa, porque sempre gostei muito de ler. Não sei se por essa definição  familiar, ou por qualquer outro motivo, eu amo corujas. No meu bairro sempre vejo muitas, e é bem legar observá-las, ver como elas seguem nossos movimentos com aqueles olhos atentos e que parecem inteligentes demais, quase como se tivessem vendo mais da gente do que gostaríamos de mostrar. Sim, eu sei que eu divago, mas é porque falo demais sobre tudo que eu penso rsrsrs Vim aqui mesmo foi para mostrar o presente lindo que eu ganhei da Ana, que acertou em cheio!
Ana, eu sou tão cara de pau que roubei a foto do seu blog, juro que foi porque não consegui tirar nenhuma tão boa rsrsrs Foi um prazer te conhecer, e te espero de volta à terrinha em breve!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Tatuagem


Lembro que quando estava no colegial namorava um garoto uns três anos mais velho e que um dia, de surpresa, apareceu com uma tatuagem. Você não imaginam minha reação: foi o mais “reacionária” o possível – que onde já se viu? Tatuagem? Antes de arrumar emprego? O que você tem na cabeça? E se ninguém te contratar? Você não pensa no futuro – para dizer o mínimo. Eis que agora, aos 25 anos, eu fiz minha primeira tatuagem. Tudo bem que eu esperei praticamente acabar meu estágio probatório – pelo sim, pelo não, prefiro sempre ser cautelosa, e minhas irmãs mais novas e a minha mãe já fizeram as delas há tempos. E tudo bem também que eu marquei para um dia, fiquei morrendo de medo, desmarquei e só fiz um mês depois. 
Hoje em dia, eu sou menos careta do que com 16 anos. Quem diria? Vim mostrar para vocês a arte, então aqui está:  
 

As estrelas não são criaturas inanimadas; um Anjo vibra sobre cada Estrela.” (1 Enoch, 72,3)

Cada uma das minhas estrelas é um anjo da minha vida: minha mãe, meus quatro irmãos e o marido. Fiz na forma do Cruzeiro do Sul, porque ele sempre foi utilizado para navegação aqui no hemisfério Sul, e eu não quero esquecer nunca como voltar para casa. E existe casa melhor do que as pessoas que nós mais amamos?

domingo, 19 de agosto de 2012

Bienal do livro 2012

Oi meninas, tudo bem? Espero que vocês estejam aproveitando o fim de semana! Ontem eu fui à São Paulo, passear na Bienal do Livro, e hoje vim contar minhas impressões para vocês.

Para começar, estava lotado. Sem brincadeira, não tinha como andar, e você disputava livros com as outras pessoas, um caos. Com relação aos preços, na verdade estava mais caro que a internet, então acabei comprando pouco:  nesse feiras de livro, sempre aproveito ara comprar livros mais desconhecidos, que eu não teria acesso em outros lugares, e assim foi: comprei 8, sendo 4 de autores nacionais, escolhidos pela capa. Depois conto se escolhi bem.
Tirei essa foto com o Elvis em homenagem a Ana Cristina.
 Falando em escritores  nacionais, foi engraçado: eu estava falando para minha irmã que o livro "Apátrida" era muito bom, quando ver alguém vira para mim e diz:
- É muito bom mesmo, é ótimo. Prazer, eu sou a autora, Ana Paula Bergamasco.
Ainda bem que eu estava falando bem, né?! rsrs
A melhor parte do dia, na mnha opinião, foi sentar no trono de ferro. Achei uma estratégia perfeita da Leya, as pessoas fizeram uma fila enorme, e é claro que eu entrei nela! 
Enquanto estava esperando, ouvi uma pessoa que passava falar:
-Olha a fila dos nerds! 
Achei engraçado.Crei até minha personagem: Rainha Mayara da casa Liber, governa os Sete Reinos de Westeros, seu estandarte é uma coruja de prata e o lema "O mundo é dos nerds"!
Cheguei em casa exausta, mas valeu a pena. Fou um dia diferente e eu amo estar rodeada de livros. Se tivesse menos pessoas, teria sido perfeito. 
E você conhece a Bienal do livro? :)

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

“O que eu acho de...Comidas Esdrúxulas”


Foto daqui: http://allaneleticia.blogspot.com.br/2010/11/voltando-ter-rotina.html
 Oi meninas! Espero que todas estejam bem! Hoje quero começar uma nova sessão no blog, que eu chamei de “O que eu acho de...” A ideia é fazer posts curtos, explorando algum tema que me chame a atenção, mas que não é denso/extenso o suficiente para gerar uma dissertação.
Para inaugurar a série, o tema é “Comidas Esdrúxulas”! (Eu amo essa palavra, confesso).
A comida brasileira (só me atrevo a falar dela, não conheço nenhuma outra) é feita por combinações: a base da nossa alimentação é uma perfeita, arroz com feijão. Além disso, que não adora pão com manteiga, café com leite, acarajé com vatapá, queijo com goiabada, ou pipoca e guaraná? Esse dualidade, creio eu, é inegável. Porém, vocês já para pensar que existe possibilidade de comermos coisas, que para nós são deliciosas, mas que para os outros não combinem entre si? Convido todo mundo a pensar sobre o que come, e o que poderia soar estranho para outras pessoas. Eu começo:

-Pão com leite condensado. Adoro o pão (francês, filão, de sal...) besuntado de leite condensado, o sal do pão tira o enjoativo do doce e eu consigo comer uns três sem nem pensar.
-Pipoca com vinagre. Esse não sou eu quem come, é o marido. E ele adora, come a pipoca toda molhada e ácida. Eu particularmente nem gosto de pipoca, mas enfim...
-Arroz com catchup. Adoro, para aqueles dias que isso foi tudo que sobrou na geladeira, não tem nada melhor: gelado, fica ainda melhor!
-Pão de forma com salpicão. É quase um sanduíche natural e é maravilhoso.
-Batata frita com sorvete. Esse é herdeiro do Mc Donald's, não tenho como explicar porque gosto, lendo parece repugnante, mas eu adoro.
-Pão com mel. Não sei se alguém mas come, mas acho que é mais ou menos o mesmo caso do pão com leite condensado.


P.s: Por falar em arroz com feijão, qual tipo de feijão comem na sua região? Fico sempre curiosa sobre isso! Me conta!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Confiar desconfiando



Reza a lenda que mineiro é desconfiado por natureza. Não sei se por timidez ou ingenuidade, mas confesso que sou um dos seres menos desconfiados do planeta. Isso, por si só, já seria um problema, mas tenho um , um pouquinho maior: além de não desconfiar, não gosto que as pessoas pensem que eu estou desconfiando. Como assim? Eu raramente confiro o troco, não leio quando preciso assinar, e não gosto de questionar as indicações que me dão: penso que posso ofender a dignidade de outras pessoas. É claro que isso se reflete de duas maneiras prejudiciais: primeiro que me sinto ofendida quando desconfiam de mim, pois (ainda!) não consegui internalizar a ideia de que não é porque eu faço que os outros também devem fazer. Em segundo, vivo sendo lesada: raramente as pessoas correspondem à confiança que deposito nelas, então traem os meus segredos, me prejudicam nas “letras pequenas” dos contratos e, mais frequentemente, roubam o meu dinheiro.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Meu projeto - parte 3

Oi meninas, lembram que eu falei do meu projeto do escritório? Eu comentei que tinha parado no meio do projeto por falta de grana. Essa semana consegui resolver uma coisa pequena, e vim mostrar para vocês :)
A parede estava meio "pelada", e como minha ideia é dar um ar antigo, meio "provençal" para ele, resolvi fazer uns quadrinhos para decorar a parede maior. Vamos ver como ficou?
As imagens eu retirei do site da Pretty Girl Postcards, essa colcha está aí quebrando galho, pois pretendo transformar a cama em um "sofá", com almofadas com tamanho de travesseiros, em tecido toile de jouy.
Já que é o lugar onde ficarão meu livros, resolvi aproveitar essa ideia, e usei frases da Jane Austen, assim como ilustrações do livro "Orgulho e Preconceito", o meu preferido.Coloquei as imagens em tamanho maior para quem ficar curioso. 


 E aí, gostaram tanto quanto eu? Mandei imprimir as fotografias na Saraiva.com, tamanho 20x25.
Os quadrinhos eu mesma pintei com tinta acrílica e envernizei, custaram R$1,75 cada um. 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Coexista


 Em momentos de tribulação, é normal questionarmos nossas escolhas, nossos valores e até quem somos. Para esses dias, só um conselho me vem a mente:"durma em cima do problema". No fim, não são os meus valores que estão errados: não poder ser errado querer ajudar ao outro, ou ser leal. Também não deve ser muito inesperado esperar dos outros o que nós faríamos:só é frustrante. Se eu acho que o problema não tem tamanha dimensão, se eu vejo que o problema é mais o orgulho ferido do que o acontecimento em si, o que posso fazer? Eu nunca brigaria por uma coisa que eu nem quero de verdade. Na verdade, e isso talvez seja ruim, são poucas as coisas na vida pelas quais eu brigaria: amigos, família, meu amor. Nada mais vale a pena: eu vivo sendo passada para trás, porque, ao contrário do que eu aparento, eu sou ingênua. Acredito que todos me tratam com o mesmo caráter que eu os trataria. Depois de refletir muito de ontem para hoje (e de me afundar em chocolate) chego a conclusão de que tudo se resume a história do mendigo: eu doo para a comida, se ele bebe ou usa drogas, é um problema dele, eu fiz a minha parte - doar de bom coração.
Não vou duvidar de que minha mãe me incutiu valores universais que deveriam ser incutidos por todas as mães:  se o mundo é dos espertos, talvez não seja meu, mas eu nunca quis ser dona dele, só coexisitr.


Ps.: Todo mundo continua perguntando por quê meus olhos parecem tristes. É só cansaço.

Ps2: Patty, seu chocolate para chocolate quente é mágico, faz a gente se sentir melhor :)

domingo, 29 de julho de 2012

Um sábado com cara de domingo

Você já tiveram um sábado com cara de domingo? Para mim não tem coisa melhor: ir dormir saber que amanhã você ainda tem outro domingo, é incrível! Ontem foi um dia assim: acordamos preguiçosos, enrolamos até irmos almoçar na casa da minha mãe. Tem coisa melhor do que família reunida? A minha irmã Nany, que mora no Paraná, estava aqui, e é sempre ótimo juntar nós oito ( que logo seremos nove!), é garantia de muitas risadas, e amor transbordante. Ainda mais agora que a Lala vai para tão longe (gente, daqui a Pelotas, onde ela vai fazer faculdade, são 1.600 kms!, dá um aperto no coração) e esses momentos de todos juntos serão cada vez mais escassos. Se pudesse, todos os meus dias seriam assm: em volta de uma mesa transbordando de comida e com as pessoas que eu mais amo no mundo.
Depois do almoço espetacular, o marido e eu fomos ao cinema assistir o novo filme do Batman, o Cavaleiro das Trevas ressurge. Recomendo para todo mundo! O filme tem ação, romance, é emocionante e ainda é cheio de reviravoltas surprrendentes. A Anne Hathaway está divina como Mulher Gato! Adoro filmes que conseguem fazer a gente rir e chorar! Depois me contem o que você acharam. Bom domingo para todo mundo, e força na segunda feira rsrsrs

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Já falei que eu amo o carteiro?

Oi meninas! Vim correndo só para mostrar para vocês a delicadeza que a Patty me mandou. Fiquei que nem criança quando cheguei do trabalho ontem a tarde e dei de cara com a caixa embrulhada rsrs Claro  que, para variar, me faltou habilidade para fotografar, acabei escondendo a parte mais gostosa do meu pacote (literalmente, gente, ela me mandou um coração de chocolate!). Patty, to com dificuldade para saber do que gostei mais e por qual livro começar, estava louca para ler o "A Abadia de Northanger", e  "Um mundo brilhante" parece ótimo!!! Muito obrigada!!!

terça-feira, 24 de julho de 2012

Teorias da Mayara


Assim como todas as pessoas ( eu imagino), eu também tenho teorias que não tem o mínimo embasamento científico (que eu saiba) mas que tenho certeza de serem verdades. Por exemplo, eu sei que é possível analisar a personalidade de uma pessoa somente conhecendo qual o tipo de chocolate preferido dela. Ou mais: energia solar não funciona tão bem quanto dizem, mesmo que todos afirmem - já vi gente tomar banho frio no inverno pois o sistema não funcionou, o que só confirmou essa impressão. Além disso, eu acredito que enquanto ficamos mais velhos, ficamos também mais bregas: algo a ver com parar de ligar para o que os outros pensam e usar o que realmente gostamos, mesmo que sejam roupas com estampas de toalha de mesa. São várias as teorias que eu tenho, sobre tudo, sobre todos e sobre as coisas mais absurdas: a verdade é que eu passo muito do tempo criando ideias mirabolantes, justificativas para ações de todo mundo, incluindo as minhas mesmas. É estranho? Vocês também têm ideias para coisas que não precisariam? Me contem!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Vitanol A


Um tempo atrás eu li um posto no blog da Patty dando “dicas de beleza” criativas. Fiquei pensando se tinha alguma coisa para contar a vocês, mas eu faço a unha fora, não uso maquiagem e quase não consigo lembrar nem de passar hidratante todo dia. Daí lembrei do Vitanol-A. Para quem, como eu, apesar de não estar mais na adolescência ainda não conseguiu se livrar das espinhas e cravinhos, é perfeito! Tem um ótimo custo benefício: o 0,01% custa cerca de R$ 15 reais por aqui, e deixa a pele lisinha e uniforme, dá até uma clareada no rosto, quase um peeling rsrsrs. Vem nas versões gel e creme, eu prefiro o gel, não sei porque, mas me parece que faz mais efeito. Tem que se tomar cuidado: usar pela noite, lavar bem o rosto de manhã e não esquecer do filtro solar, vale a pena! O Vitanol ainda tem ácido retinóico, que ajuda na renovação das células da pele e na produção de colágeno.

* Não custa nada lembrar: Vitanol-A é um medicamento. Quem me passou foi minha dermatologista, quer usar? Procure a sua e veja se é adequado:)

quarta-feira, 11 de julho de 2012

A Carlos Drummond de Andrade


Eu sempre me identifiquei com Carlos Drummond de Andrade. Mais do que com Cora Coralina, com Bandeira, Quintana, mais até do que Clarice, com quem por um tempo ensaiei uma aproximação. Drummond tem um jeito de descrever o silêncio, de perceber o etérico, de descrever o jeito gauche que é também o meu jeito de ser! A poesia e o ceticismo do poeta sempre ecoaram em mim, a impressão de estar sempre presa entre um futuro que não chega e um passado que não acaba. Embora tenha nascido em Poços, nada me diferenciaria do autêntico mineiro de Itabira, sempre fui “triste, orgulhoso: de ferro”. Embora não tenha tido um bigode atrás do qual me esconder, por de trás de meus óculos observo pessoas e a vida passando, consigo fazer piada sobre a inutilidade do cotidiano e mesmo assim continuo me comovendo e me sobressaltando com a poesia das coisas mais simples, e com sua dor. Muitas vezes escrevo enormes textos imaginários, que nunca passarão ao papel: é como se embora o coração sinta, os dedos não concordem e se recusam a dar vida a tanta angústia. Apesar da dificuldade do ser, tal como o poeta, não consigo me desligar do dia a dia, e é difícil conviver com pessoas pois é difícil descobrir quem elas são e ainda assim aceitá-las. Como não lembrar daquele "causo" do casal de amigos que, reclamando de tudo, continua visitando o outro? Por conveniência? Por solidão? Interessa mesma o motivo ou só a ação? Mas, mesmo assim, como não amar uma humanidade que vai em frente sem saber porque, é capaz de atos altruístas, se indigna diante do errado e por muitas vezes nos surpreende positivamente?

Igual-desigual
Eu desconfiava:
todas as histórias em quadrinho são iguais.
Todos os filmes norte-americanos são iguais.
Todos os filmes de todos os países são iguais.
Todos os best-sellers são iguais.
Todos os campeonatos nacionais e internacionais de futebol são
iguais.
Todos os partidos políticos
são iguais.
Todas as mulheres que andam na moda
são iguais.
Todas as experiências de sexo
são iguais.
Todos os sonetos, gazéis, virelais, sextinas e rondós são iguais
e todos, todos
os poemas em versos livres são enfadonhamente iguais.

Todas as guerras do mundo são iguais.
Todas as fomes são iguais.
Todos os amores, iguais iguais iguais.
Iguais todos os rompimentos.
A morte é igualíssima.
Todas as criações da natureza são iguais.
Todas as ações, cruéis, piedosas ou indiferentes, são iguais.
Contudo, o homem não é igual a nenhum outro homem, bicho ou
coisa.
Não é igual a nada.
Todo ser humano é um estranho
ímpar.

Hoje só queria dividir com vocês alguns dos meus escritos preferidos, e espero que vocês gostem tanto quanto eu.

Consolo na Praia 
Vamos, não chores.
A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.
O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.
Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis carro, navio, terra.
Mas tens um cão.
Algumas palavras duras,
em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizam.
Mas, e o humour?
A injustiça não se resolve.
À sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.
Mas virão outros.
Tudo somado, devias
precipitar-te, de vez, nas águas.
Estás nu na areia, no vento…
Dorme, meu filho.



segunda-feira, 9 de julho de 2012

Blue skies are in my head


É engraçado como algumas coisas ficam pequenas quando postas em perspectiva, não? No final, por não ter encanamento, tive que passar uns dias (ainda estou passando, na verdade) na casa da minha mãe, e isso me fez um bem inesperado: conversar com a minha mãe e conviver com os meus irmãos, me trouxe uma calma. A Dona Myrthes me fez abrir os olhos e perceber que eu estava dando importância demais para os defeitos das coisas, e esquecendo de ver as qualidades que primeiro fizeram com que eu gostasse delas. Assim, comecei a segunda-feira com o pé direito e predisposição para ter um dia feliz: não vou brigar com ninguém do Departamento Municipal de Água e Esgoto e nem me estressar por ter que resolver tudo. Vou passar por esse dia com graciosidade e calma, e esperar que ele tenha mesma benignidade para comigo.
Uma imagem singela para homenagear a Tina, a quem eu não conheci, mas senti muito pela perda de todas as amigas blogueiras. Um céu azul de brigadeiro igual ao de Poços hoje, para recebê-la com paz e mansuetude. Toda a força e amor para a família.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Desventuras em série


Hoje eu só preciso de um tempo para ser. Ser sozinha, ser em silêncio. No último mês aconteceram tantas coisas ruins encadeadas que eu estou me sentindo como um afogado: toda vez que eu coloco a cabeça para fora para tomar água, outra onde me atinge. Bateram no nosso caro e fugiram, eu derrubei meu HD externo e ele quebrou, e agora descobrimos que (pasmem!) apesar de termos mudado para a casa há dois anos nunca houve ligação de esgoto dela para a rua. Eu sei que podem parecer coisas pequenas: ninguém morreu e tudo pode ser resolvido. A questão é que essas pequenas coisas ruins que nos acontecem causam um desgaste emocional e físico inevitável: o tempo que você gasta discutindo, argumentando, implorando, fazem com que o dia fique estragado de vez se você não consegue se controlar – eu obviamente não consigo. Não consigo separar, ou brincar de Poliana, como me mandou fazer a minha mãe: to achando tudo um saco. A comida, as pessoas, o ar, o trabalho, tá tudo me irritando e não consigo me concentrar em nada. Para tentar me animar, estou ouvindo essa música faz horas, espero que vocês gostem.
Um fim de semana melhor do que o meu promete para todo mundo!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Venha! Que o que vem é Perfeição!...


 E então eu conheci a Sra. Perfeita. Ela é magra mas sempre acha que pode perder alguns quilinhos, fala tudo corretamente, tem uma história de vida triste mas dignificante. Enfrentou todos os desafios e faz questão de vencer sozinha, cumpre todos os compromissos sociais, nunca está desarrumada e sempre tem razão. Da crise na Ásia ao melhor restaurante da cidade ela sabe de tudo e pode te ajudar. Aliás, não há ninguém mais prestativo que a Sra. Perfeita: ela se oferece mesmo em situações que não a agradem ou nas quais ela não gostaria de se envolver, afinal, quem seria mais magnânima do que ela? No mundo da Perfeição, não existe cansaço, desânimo e nenhum defeito: estão todos sempre dispostos a um bar, uma viagem ou passeio inesperados. O Sr. Perfeito é boa praça, faz tudo o que ela quer e está sempre sorridente: no planeta Perfeição, não existem discussões nem desentendimentos. O sexo é incrível e abundante, a compreensão absoluta e amigos não faltam. Sem gastar muito dinheiro – afinal a mulher perfeita nunca seria consumista- , a Sra. Perfeita está sempre com unhas e cabelos perfeitos, e casa dela de tão organizada poderia ser matéria de revista de decoração. Você podem por quê gastar tanto tempo desfiando um rosário de qualidade de uma pessoa que obviamente não sou eu. Só queria contar que o problema em conviver com a Sra. Perfeita, é que, se você não for segura o suficiente, pode se deixar abater: afinal, ninguém consegue ser tão perfumada quanto ela, tão inteligente, tão magra, tão disposta, em outras palavras - tão perfeita. O que a gente não percebe no começo é que o respeito às convenções sociais - como visitar um colega doente - não é mais do que disfarce para o fato de que ela não liga a mínima para aqueles que estão ao se redor, todos são, na verdade, uma obrigação social. Além disso, depois de um tempo, você pode acabar descobrindo que a sapiência na verdade é insegurança com a própria capacidade intelectual, e beira a arrogância, afinal, se a Sra. Perfeita sabe tudo, o que qualquer outra pessoa no mundo saiba é irrelevante. Pensar que ninguém faz nada tão bem quanto a Sra. Perfeita me deixou cega, fez pensar que agir como sabe-tudo era competência, que ser magra era objetivo de vida, que o importante era ter dinheiro acima de tudo, mesmo que não fosse para gastar, mas para acumular “terras”, assim como fariam meus antepassados. Conviver com a Sra. Perfeita, no final das contas, me cegou por um tempo, mas agora eu gostaria muito de agradecê-la por me ajudar a ver o quão diferente disso tudo eu sou: não ligo para aparências além do necessário, gasto meu dinheiro todo com livros, tenho uma família que é minha rede de apoio, não guardo rancor e sempre dou a cara a tapa por pessoas que não merecem – e provavelmente darei de novo pela Sr.a Perfeita em algum momento do futuro, eu sei - , e estou muito aquém da perfeição. Se é que existe alguma coisa mais perfeita do que saber quem você é e estar confortável com isso.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Palavras ao vento...


Hoje só queria gritar verdades a plenos pulmões. São muitas as certezas que se movem silenciosamente sob minha pele, e aos poucos elas escapam pelos poros, tornando quando impossível meu contar. São palavras que, se ditas, mudariam toda uma realidade: a minha.
A primeira delas me tornaria oficialmente estagnada: eu não quero fazer mestrado. Só de pensar na possibilidade de escrever um projeto ou passar por outra entrevista me sinto suar. Eu sei que ganharia mais dinheiro, que tenho toda capacidade intelectual, que seria um desperdício de potencial e todo o blá blá blá. Mas eu só tenho me arrastado para fora da cama para passar por mais um dia, e não consigo nem pensar em me penalizar com mais uma obrigação.
A segunda verdade me transformaria em um ET e faria com que as outras pessoas me vissem como uma alienada: eu simplesmente, tirando uma viagem sabática para o Peru, não tenho vontade de conhecer o mundo. Eu gosto de viajar pela literatura, e nas aventuras dos outros, mas quando penso em viajar por mim mesma, vem toda a dificuldade, a mala, a saudade da minha cama, a obrigação de querer sair e ver coisas. Não, obrigada.
A terceira seria uma bomba nas minhas tentativas recentes de me adequar: eu simplesmente não me interesso a mínima em estar magra. Tenho muito mais prazer comendo uma coisa gostosa do que comprando roupas um número menor, e desde que eu estou saudável, não consigo me obrigar a me encaixar em um padrão normal, só isso.
Uma outra verdade interessante: eu sei que a maioria das pessoas acha meu marido chato. Tenho consciência de que ele tem uma personalidade não muito expansiva e é cheio de vontades, mas ele é a pessoa que eu escolhi para passar minha vida e, se for sincera comigo mesmo, preciso admitir que eu já sabia tudo isso antes do casamento. É que eu prefiro ele assim, e me amando como eu sou, e ficando em casa quando eu quero do que ter me casado com o Sr. Perfeito e ter que ser a Sra. Perfeita. Ele pode não ser expansivo, nem a alma da festa: mas respeita quem eu sou, não repara nas minhas roupas a não ser para elogiar, não exige que eu seja magra e muito menos faz questão que eu vá ao salão de cabeleireiro. A diferença essencial na minha opinião é que eu não sou uma esposa perfeita para exibir, sou a mulher que ele escolheu para ser a companheira e a quem ele essencialmente ama.
Mas vocês sabem, palavras são muito definitivas, então eu não vou afirmar nada disso com certeza, e vocês sempre podem fingir que não leram.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Uma família animal


Até a caixa veio toda fofa
Eu sempre vou ser a irmã mais careta. Talvez careta não seja a palavra mais adequada: penso que sou a irmã mais medrosa. Minhas três irmãs são mais independentes, se viram mais e se impõe bem melhor do que sob qualquer perspectiva que se olhe. Faz um tempo os quatro, as três e mais o meu irmão menos, estão combinando de fazer uma tatuagem, com um animal que represente a cada um dos cinco, por suas características psicológicas. Bom, a minha principal característica é que eu morro de medo de agulhas: só de entrar em um estúdio com minha irmã Nany para ela agendar uma tatuagem dela quase morri de aflição ou, como dizem por aqui, de “relia”. Assim, fiquei pensando em uma forma de homenagear meus queridos e expressar meu amor que não me doesse, até que tive uma ideia que me pareceu boa: mandei fazer uma pulseira representando cada uma dessas que estão entre as pessoas mais amadas do mundo para mim. E é claro, vim dividir com vocês:
Alguém advinha o por quê dos animais?
Como meu irmão não usa pulseira (!) mandei fazer um porta-retratos ( eu assumo, to com mania de dá-los de presente). Gostaram?
Quem fez essas delicadezas foi a Daiane, você podem conferir a lojinha dela aqui.
E eu ainda ganhei um presentinho, quer coisa melhor?

terça-feira, 26 de junho de 2012

O erro nosso se cada dia


Eu sou perfeccionista, assumo. Talvez por isso goste tanto de apontar os erros alheios, principalmente os particularmente grosseiros. Então claro que eu tive que dividir com vocês a imagem abaixo, de uma notícia que eu li hoje pela manhã no G1.
Alguém conhece esse senhor?

E vocês, já viram algum erro desses por aí? Costumam reparar nesse tipo de coisa? Se sim, dividam comigo!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Um pouco mais de paciência


Vista da minha casa às 07:10 de 21/06/12
Eu sempre gostei de dias frios. Mais do que de dias frios, eu gosto da neblina, da sensação de estar viva que o vento nos meus cabelos me traz. Hoje de manhã, enquanto esperava a minha carona, me peguei tentando descobrir do que eu gosto mais: se do tom mágico acinzentado que o mundo adquire com a névoa, ou da ideia de que eu também posso me liquefazer e evaporar, fazendo parte do cenário e absorvendo o silêncio e a tranquilidade que cobrem o mundo nesses dias tão escuros. Hoje me peguei sentindo como a única pessoa no mundo, e uma paz enorme me tomou: senti que não importa por quantas tempestades eu esteja passando, eu tenho em mim, e no dia, a força para seguir em frente. O absoluto isolamento e a solidão me deram chance de ouvir meu coração e finalmente serenar minha mente. E o que mais se poderia pedir de uma manhã?
Vista da minha casa às 07:10 de hoje

Tenho a impressão de que nada pode ser ruim em um dia que começa frio, nevoento e com essa músicas. Espero que vocês gostem da música, bom fim de semana!

sábado, 16 de junho de 2012

Bingo!

Nunca contei para vocês, mas eu simplesmente amo bingo! Um das primeiras lembranças que eu tenho da infância é ganhar no bingo na festão de São Benedito aqui em Poços, mas perder na pedra maior e ficar decepcionada por levar uma rosca, ao invés do frango assado que deveria ter ganho rsrrs
Já faz três anos que eu e minhas irmãs vamos juntas à festa junina da escola e não vemos  nada da festa além do salão onde se dá o tal jogo. Não sei do que eu gosto tanto: geralemten com o dinheiro que eu gasto, poderia ter comprado todas as prendas que eu ganho (usualmente nenhuma) mas o gosto com certeza não seria o mesmo!
É engraçado que geralmente vamos embora bravas com as velhinhas que são "profissionais" no negócio e vão embora recheadas de papel celofane. Pois ontem, foi a nossa noite! Foi tão divertido que acho que nunca vou esquecer, e por isso vim dividir com vocês.
Lala, eu e nossas prendas.
 E vocês? Gostam de algum jogo? Bom fim-de-semana!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Eu amo o carteiro


Até quando ele não aparece e eu tenho que ir caçar minhas correspondências! Estive viajando n o feriado, então perdi a entrega e passei umas duas horas na fila para conseguir pegar meu pacote. Quer saber? Valeu a pena: hoje vim aqui rapidinho mostrar para vocês o mimo que a AnaCristina me mandou, junto com um livro emprestado pela Patty. Espero que vocês gostem tanto quanto eu! 

Desculpem ter sumido um pouquinho, mas estou de férias, o que significa que faz uma semana que não tiro o pijama, então não tenho muita coisa para dividir com vocês. Só que eu estou vicianda em "Song Pop" no facebook, e recomendo para todo mundo que gostar de música. Se resolver jogar, me convida!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Porta-retrato

Bom dia meninas! Hoje eu vim mostrar para vocês o presente que comprei para minha sogra. A questão é a seguinte: em setembro vai fazer sete anos que o Júnior e eu estamos juntos,e  eu só fui na casa dos pais deles duas vezes, logo no começo do namoro. Agora, vamos aproveitar o feriado e vamos visitá-los, e como garota educadinha da mamãe, achei que seria de bom tom levar uma lembrancinha. Assim comprei esse porta-retrato:
Achei super delicado e feminino, e estou pensando em colocar uma foto nossa com os pais dele no casamento, o que você acham? É suficiente? Aqui um detalhe das florzinhas, que eu simplesmente amei!
Agora o drama: eu gostei tanto desse porta-retrato que quero um igual! E não tem mais na loja. Se alguém vir por aí, um branquinho de preferência, me dá um toque?

sexta-feira, 1 de junho de 2012

As horas


Uma semana tem 168 horas.
Desses, nós deveríamos passar 56 horas dormindo.
Além disso, precisamos trabalhar, em média, 40 horas.
Eu disse que precisamos trabalhar? Bom, precisamos também chegar ao trabalho. Eu gasto em 8 horas por semana para isso.
Lá se foram 104 horas, nos sobram 64.
Suponhamos que nós gastemos meia hora em banhos nessa semana, lá se foram mais 3 horas e meia.
Se adicionássemos mais ou menos o mesmo tempo para fazer duas refeições por dia, lá se foram mais 7 horas.
Temos agora 53,5 horas sobrando.
Sobrando?
Supermercado? 2 horas. Faxina? 2 horas. Comida? 7 horas. Espanhol? 2,5 horas. Disciplina do mestrado? 9 horas. Lavar roupa? 3 horas.
Por alto, ficariam umas 20 horas por semana livres, para fazer o que eu tivesse vontade. 20 horas, metade do que eu gasto trabalhando! O fato é que a maior parte das nossas horas são gastas com coisas que precisamos fazer, e não com o que gostaríamos de fazer: não consigo colocar na minha lista de coisas para fazer todas as horas que eu gostaria de ter para ler, assistir minhas séries, escrever, passar um tempo com minha família ou ficar de bobeira com o marido.
Como pode isso ser o cotidiano de uma pessoa normal? Para onde vão essas horas que andam voando, sumindo?

"Encarar a vida pela frente.
Sempre...
Encarar a vida pela frente, e vê-la como ela é.
Por fim, entendê-la e amá-la pelo que ela é.
E depois deixá-la seguir...
Sempre os anos entre nós, sempre os anos...
Sempre o amor... Sempre a razão...
Sempre o tempo...
 Sempre...
As horas."
(Virgínia Woolf)