quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Sobre a passagem dos anos

Penso que a noção de tempo é uma medida arbitrária.O calendário segue em frente inexoravelmente, um dia dá lugar a outro, a um mês, a um ano e, de repente, você está mais velha. Ninguém te pergunta o que mudou, se você está mais experiente ou se viu alguma diferença, os números simplesmente mudam e você é quem deve se adaptar a eles. Podem me chamar de estranha, mas eu nunca vi muito sentido nisso. Algumas pessoas se deixam levar pela idade: mudam o corte de cabelo, a roupa, o jeito de pensar, de falar e adquirem uma nova "compostura". Eu simplesmente passo pelos  anos: se sinto que preciso mudar, mudo, independente do esperado, do normal. Acho que trocar de idade deveria ser um pouco assim: hoje me sinto mais cansada e parece que carrego o mundo nas costas? Tenho 80 anos! Amanhã, se acordar leve, saudando os raios de Sol e rindo para um novo dia, tenho 8 de novo e está tudo bem. Assim, preciso izer: hoje os meus 26 não me pesam em nada, acordei tão tranquila e satisfeita quanto com 21, me senti tão livre como aos 18, executei minhas tarefas com a eficiência de alguém de 35 e vou dormir e sonhar como só um inocente consegue.A vida fica mais leve assim, um dia de cada vez, uma idade para cada dia.

5 comentários:

AnaCristina disse...

eu gosto dos seus textos

Lis S. disse...

É uma boa maneira de ver a vida Mayara. Gosto muito de pensar assim: Cada dia a sua maneira. Um dia não define os outros dias, e eu não preciso me sentir igual em todos. Afinal, só temos aquele dia pra viver, se assim é, é assim que tem que ser. Beijos!

patty disse...

Eu tb penso assim, Mayara. Já tentei dizer isso no blog, mas não me expresso tão bem. Eu posso ter várias idades no mesmo dia! Por isso, a idade em si não interessa, é só uma contagem no calendário. Se eu disse a minha idade, os julgamentos vão começar. "Ela é muito nova (ou muito velha) para isso."
Ainda assim, acho que o tempo está passando muito rápido. Ou eu estou de bobeira, sei lá. Não vou perder tempo pensando nisso! Bjs.

Bruno Andrade disse...

Concordo com você e acho legal passar pelos anos sem mudarmos nossa essência, preservando a vitalidade da juventude e sem nos "fecharmos" às mudanças, como acontece com muitas pessoas.

Adelaide Araçai disse...

Concordo, sabe quando que eu reparei que a mídia e a sociedade em si querem que a gente mude...quando completei 41 e vi uma revista na capa a manchete era "O corte de cabelo perfeito para 20, 30, 40 ou 50 anos"..........gentem eu uso o cabelo que me satisfaz não o que a revista manda...Vivo de jeans e All Star mesmo que este seja o uniforme de quem tem 15 anos....eu tenho 15 anos de alma e 1.000 anos de experiencias sofridas e vincadas nesta mesma alma.

Abraços