quarta-feira, 11 de maio de 2011

Aonde fazer amigos?

Quando nós somos crianças, é fácil fazer amigos: na escola, na aula de ballet, no inglês, e até mesmo no parquinho, achamos sempre alguém que gosta de coisas parecidas ou quer fazer a mesma brincadeira. À  medida que vamos crescendo, no entanto, as coisas vão se tornando mais difíceis: surgem  as famosas panelinhas, nem sempre para incluir mas mais para excluir os diferentes ou os que gostam de coisas "anormais". Quando a gente cresce como um "outsider" se encaixar pode ser algo aparentemente impossível. Eis que eu passei por todos os estágios: tive amiguinhos de fazer bolinho de terra junto no parque, fiz grande amigas durante a infância que até hoje me são caras, apesar de não mais tão próximas, fiz amigos na faculdade (até encontrei um melhor amigo-namorido por lá"). Só que agora, meu círculo se estreitou: entre cuidar da casa, fazer supermercado, trabalhar oito horas por dia às vezes de manhã e às vezes à noite, inglês, pbde, viagens a constantes à uma cidade vizinha à trabalho, eu simplesmente não tenho mais tempo de me relacionar com as pessoas, o que me deixa sem opções - aonde então arrumar amigos? Já comentei algumas vezes que sou funcionária pública, o que basicamente significa que juntaram pessoas de formações diferentes, ideias diferentes, lugares diversos e que tem unicamente em comum o fato de terem estudado (ou terem sorte!) e entrado para o funcionalismo publico federal. De forma que eu saio com eles, bebo com eles, como com eles, mas não me sinto parte do "eles": o pensar diferente define o "ser" diferente, e assim estou sempre um pouco à margem - sou mais liberal, mais cabeça aberta, tenho menos preocupações de cidade pequena e até a minha criação foi completamente diversa. Senão no trabalho, onde mais fazer amigos? No grupo religioso? Só frequento às segundas-feiras esporadicamente e de uma forma que não favorece a criação de vínculos. Não faço nada além disso, não gosto de academia, não pratico esportes e não dá pra puxar papo na biblioteca (silêncio!) e nem no cinema. Cada vez que eu penso nisso, chego à conclusão de que meus melhores amigos serão sempre da minha família: de meus tios com quem eu posso contar para tomar um porre até me dar uma carona num dia inconveniente, aos meus irmãos com quem eu divido meus risos e lágrimas e que sabem mais de mim que provavelmente eu mesma. De fato, é bom saber que eu tenho pessoas com quem eu posso contar incondicionalmente, mas ultimamente tenho sentido falta de pessoas para conviver no dia-a-dia... Tenho um pouquinho de inveja dos amigos que possuem casais que saem juntos há anos, sabe como é? Viagem coletiva, bar no fim-de-semana, festa na casa de um, almoço na casa do outro. Então, talvez, seja melhor mudar minha pergunta: aonde arrumar companheiros? A menina aqui, que sempre fugiu das pessoas, de repente tá com vontade de interagir e não sabe como? Vocês ajudariam uma pobre eremita?

4 comentários:

Nany disse...

Eu ainda estou na faculdade e mesmo assim não consigo encontrar essas pessoas que se encaixam perfeitamente em mim. Se você descobrir como fazer amigos, me conta! Por enquanto, vamos ficando mesmo com a amizade dos irmãos. Quer ser minha amiga? ;)

Roberta Lito disse...

Oi Má!!!

Este mundo blogueiro é uma opção boa de interagir com várias pessoas, eu mesma já conheço pessoalmente 2 blogueiras e uma delas é do Paraná. No cotidiano é difícil achar alguém que tenha o mesmo perfil nosso, mas as diferenças estão aí para serem compartilhadas e vividas. Um beijo!
PS. Tem sorteio lá no blog!!!!

patty disse...

Não tem fórmula, Mayara! Eu tenho duas grandes amigas e elas simplesmente surgiram na minha vida. Já me sinto contente! Bjs.

Adelaide Araçai disse...

Bem os meus amigos "surgiram" em empresas que trabalhei, infelizmente não consigo fazer sempre os encontros, mas eventualmente a gente se visita, e conversa por horas a fio, se bobear se liga logo depois para falar de mais alguma coisa que faltou...rsrs Por vezes vamos a um happy hour mas nem sempre são casais na maioria das vezes são os solteiros mesmo. Meu perfil não é de esposa e mãe (embora o seja na prática) gostamos da informalidade que move o mundo dos solteiros...Sair conversar e ouvir música boa, regado a boa conversa. Já quando aparece um casal, se a esposa é legal o marido é um babaca e se o marido é legal a esposa é uma criatura muito "doméstica" (só fala do marido, filhos e empregados...rsrs) Traduzindo meus amigos são de anos atras, não fiz amigos"amigos"mesmo nos últimos 5 anos.
Tá eu acho que não ajudei muito....kkk
PS.: Quanto ao Bolsonaro, é um nome para não nos esquecermos para nas próximas eleições evitarmos que ele se eleja. Esse é o nosso poder contra o crime que ele comete a cada vez que abre a boca.

Muita luz e Paz
Abraços