sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O segredo de Emma Corrigan - Sophie Kinsella


Todo mundo tem segredos. Alguns, possuem enormes pesos na consciência como a morte de alguém ou um crime perfeito, outros, apenas pequenas coisinhas que gostam de manter pra sí mesmo, como o próprio peso ou aquele momento absolutamente embaraçante de que nem você mesmo gosta de lembrar. Agora, o que aconteceria se existisse alguém que conhecesse todos os seus segredos, desde os mais pífios aos piores sentimentos que você já teve? Bom, pode surgir entre vocês ódio, pena ou, como é o caso do livro “O segredo de Emma Corrigan”, da Sophia Kinsella, amor. Emma se parece muito com uma Bridgett Jones, para mim o exemplo clássico de mulher na beira dos trinta, acima do peso, um pouco fútil embora não queira demonstrar, com relacionamentos frustrados ou codependentes e um humor ácido quando se trata da própria vida. Eis que Emma morre de medo de aviões, e em uma viagem ao negócio pega em uma grande turbulência, acha que vai morrer e, literalmente, despeja todos os seus segredo no desconhecido passageiro ao lado. Só que o avião não cai, e o passageiro qualquer é na verdade o dono da empresa em que Emma trabalha. E um mocinho de primeira: rico, atencioso, bem-humorado e persistente. Gente, fazia tempos que eu não ria tanto lendo um livro – muitas vezes de vergonha alheia. Recomendo a todo mundo, depois me contem o que acharam! Um trechinho pra dar água na boca:


“Meu Deus, a calcinha está realmente desconfortável. Puxa, fio-dental nunca é muito confortável, na melhor das hipóteses, mas este está particularmente ruim. Deve ser porque é dois números menor do que deveria. Com certeza porque Connor comprou pra mim, dizendo à vendedora que eu pesava 56 quilos. Ela concluiu que meu número devia ser 38. Trinta e oito! (Francamente, acho que ela estava sendo má. A vendedora devia saber que eu estava cascateando.)

De modo que é noite de Natal, nós estamos trocando presentes, e eu desembrulho uma linda calcinha cor-de-rosa. Tamanho 38. E basicamente tenho duas opções.


A: confesso a verdade: “Ela é pequena demais, eu sou tipo 42, e, por sinal, não peso mesmo 56 quilos.” Ou...

B: Me enfio nela nem que tenha de usar calçadeiras.

Na verdade ficou boa. Mal dá para ver as linhas vermelhas na pele depois. E isso significou que eu precisei cortar todas as etiquetas das minhas roupas para Connor nunca ficar sabendo. Não preciso dizer que desde então eu praticamente nunca usei essa calcinha. Mas de vez em quando olho para ela, tão lindinha e cara na gaveta, e penso: ah, qual é, não pode ser tão apertada assim, e de algum modo consigo me enfiar nela. E foi o que fiz hoje cedo. Até decidi que devia ter perdido peso, porque a sensação não era tão ruim.

Sou uma imbecil iludida. ”

Got a secret, can you keep it? ;)

5 comentários:

A. Marcos disse...

Papo calcinha....gostei....kkkk

Suzala Moura disse...

Adoro essa autora...li "os delírios de consumo de becky bloom" e adorei...boa dica!! Beijos

patty disse...

Oi Mayara! Obrigada pela visita - retribuo e já te adiciono.
Eu adorei os livros da Helen Felding, mas desde a Bridget Jones não achei nenhum tão bom, tão perfeito, tão engraçado.. exigente, né? Vou testar esse.
Quanto ao "Conto da Aia", é pesado, eu alternei com outros livros, mas vale a pena. Depois me conta! Bjs.

Palavras Vagabundas disse...

Mayara, vim agradecer a visita, falamos sobre a mesma coisa e com certeza me vera mais por aqui.
Dificilmente leio o tipo de livro de seu post, não gosto ou mesmo identifico, acho que é porque gosta da feitura literária. Mas não condeno nem critico tenho uma filha que os adora.
abs
Jussara

Carla Farinazzi disse...

Oi Mayara!

Ótima dica! E disponível pra download, que legal!

Obrigada por suas palavras lá no meu PBI.

Um beijo

Carla